Pacientes que dependem de medicamentos de uso controlado fornecidos pela rede pública estadual denunciam a falta de remédios na farmácia da Policlínica Oswaldo Cruz (POC), em Porto Velho.
Segundo relatos encaminhados à reportagem, o problema já dura mais de três meses e ainda não há previsão para a regularização do abastecimento.
Entre os medicamentos apontados estão a sertralina e a duloxetina, utilizados em tratamentos que exigem acompanhamento médico contínuo.
A ausência dos remédios preocupa pacientes que dependem do fornecimento gratuito e não possuem condições financeiras de adquiri-los em farmácias particulares.
Um dos exemplos é a duloxetina. Uma caixa com 30 comprimidos custa, em média, R$ 120, valor que representa uma despesa significativa para quem precisa utilizar o medicamento regularmente.
Sem acesso ao fornecimento público, muitos pacientes enfrentam dificuldades para manter a continuidade do tratamento.
Ainda conforme os relatos, pessoas que entram em contato com a farmácia da POC recebem a informação de que não há previsão para a chegada dos medicamentos e que o setor de compras ainda aguarda uma resposta sobre a situação.
A população cobra um posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) sobre os motivos da falta dos medicamentos, as providências adotadas para solucionar o problema e, principalmente, uma previsão para a normalização do abastecimento.
A reportagem busca esclarecimentos da Sesau sobre a situação e aguarda manifestação do órgão.