O Brasil enfrenta um desequilíbrio crescente na Previdência: há cada vez menos jovens contribuindo para sustentar um número maior de aposentados.
Entre 2012 e 2025, a parcela da população com menos de 30 anos caiu de 49,9% para 41,4%, enquanto a participação dos idosos subiu de 11,3% para 16,6%, segundo o IBGE.
A taxa de fecundidade está em aproximadamente 1,6 filho por mulher, abaixo dos 2,1 necessários para reposição populacional.
A projeção é que a população brasileira pare de crescer em 2041.
Até 2060, haverá 46 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 em idade de trabalhar, contra 17 atualmente.
O impacto financeiro já é expressivo.
O déficit da Previdência chegou a R$ 317 bilhões em 2025 e alcançou R$ 236 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo os dados apresentados.
Considerando também servidores públicos e militares, o resultado negativo foi de R$ 442 bilhões no ano passado, equivalente a 3,4% do PIB.
O envelhecimento populacional pressiona um sistema baseado nas contribuições dos trabalhadores ativos para pagar os benefícios dos aposentados.
Reformas nas regras podem adiar o desequilíbrio, mas o avanço da mudança demográfica mantém o desafio de garantir o financiamento previdenciário nas próximas décadas.