Os números mostram que os riscos mudam ao longo da vida com motivos diferentes para jovens e adultos
Foto: Richard Nunes/Rondoniaovivo
Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Antes dos 30 anos, as mortes no Brasil estão concentradas principalmente em causas externas, como acidentes e violência. A partir dos 40, doenças cardiovasculares e o câncer passam a ganhar espaço e se tornam os principais riscos à vida com o avanço da idade.
Dados do Ministério da Saúde, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus) de 2023, mostram uma mudança clara no perfil das mortes conforme a idade.
Entre adolescentes e jovens, acidentes e violência chegam a responder por cerca de 60% das mortes em determinadas faixas etárias. A participação dessas causas, no entanto, cai rapidamente após os 20 anos e se aproxima de zero nas faixas etárias mais avançadas.
.jpeg)
O movimento contrário ocorre com as doenças. As mortes por doenças do coração começam a crescer a partir dos 30 anos, ultrapassam as causas externas por volta dos 40 e alcançam cerca de um quarto das mortes entre pessoas mais velhas.
O câncer também aumenta progressivamente com a idade e passa a representar aproximadamente 20% das mortes nas faixas acima dos 50 anos.
Os números mostram que os riscos mudam ao longo da vida. Aos 20 anos, a prevenção passa pelo cuidado no trânsito, uso de capacete e cinto de segurança e redução da exposição à violência. Depois dos 40, entram no centro da prevenção o controle da pressão arterial e do açúcar no sangue, a prática de atividade física, exames periódicos e o diagnóstico precoce de doenças.
Em resumo, enquanto a juventude é mais ameaçada pelo que acontece fora do corpo, o envelhecimento torna mais perigosos os problemas que podem se desenvolver silenciosamente durante décadas.
Fonte: Ministério da Saúde — SIM/Datasus, óbitos registrados em 2023.
Acesse sua conta do Rondoniaovivo.com e faça seu comentário