Ao fixar a sentença, a Justiça destacou a periculosidade e a "personalidade violenta" do réu, que executou o crime de forma cruel
Foto: Divulgação
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O pedreiro Ronaldo Gomes da Silva foi condenado a 51 anos de reclusão, em regime fechado e sem o direito de recorrer em liberdade, após ser submetido a júri popular em Vilhena.
Ele foi responsabilizado pelo feminicídio de sua esposa, Gleiciane da Silva Souza Gomes, assassinada com múltiplos golpes de faca no ano anterior.
O casal, que mantinha união havia quase 15 anos, estava separado fazia cerca de dez dias quando ocorreu o crime. Segundo os autos do processo, a motivação do ataque brutal baseou-se em boatos e fofocas propagadas sobre a vítima, alimentadas pela crença do acusado de que ela estaria se envolvendo com outras pessoas.
Ao fixar a sentença, a Justiça destacou a periculosidade e a "personalidade violenta" do réu, que executou o crime de forma cruel e sem dar chance de defesa à companheira, deixando dois filhos pequenos.
Além da pena de mais de meio século de prisão, o construtor foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil em indenização aos familiares da vítima, valor que será parcialmente quitado com o uso de uma motocicleta apreendida pertencente ao autor.
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