O poder de escolha do consumidor pressiona os estabelecimentos por preços mais competitivos
Foto: Magnific
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Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pela Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), aponta que marketplaces podem aumentar a concorrência entre farmácias, facilitar a comparação de preços e ampliar o acesso a medicamentos.
A análise cita estudos que registraram reduções superiores a 60% nos preços após o aumento da concorrência com a entrada de medicamentos genéricos.
A FGV ressalta, porém, que esse percentual não representa uma previsão de desconto para medicamentos vendidos em marketplaces.
Segundo o estudo, ao reunir diferentes farmácias e ofertas em uma mesma plataforma, os marketplaces aumentam o poder de escolha do consumidor e pressionam os estabelecimentos por preços mais competitivos.
O modelo também pode beneficiar farmácias independentes, que passam a alcançar consumidores de outras regiões sem precisar investir sozinhas em tecnologia, logística e divulgação.
Atecnologia pode ainda contribuir para a rastreabilidade da cadeia de medicamentos e o combate a falsificações, sem dispensar as exigências sanitárias e a responsabilidade de farmácias licenciadas e farmacêuticos.
A Lei nº 15.357/2026 já permite que farmácias e drogarias licenciadas utilizem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega, desde que sejam cumpridas as normas sanitárias.
O estudo da FGV é a primeira etapa de uma análise sobre os impactos dos marketplaces no varejo farmacêutico brasileiro.
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