Fumaça de queimadas no Amazonas e Mato Grosso afeta qualidade do ar em Rondônia
Foto: Divulgação
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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) reuniu, nesta sexta-feira (28), órgãos ambientais e instituições de outros estados para discutir o avanço das queimadas e o transporte de fumaça do Amazonas e de Mato Grosso, que já afeta a qualidade do ar em Rondônia durante o período de estiagem.
A reunião virtual foi coordenada pela promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, responsável pelo Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema). O objetivo foi fortalecer a atuação conjunta diante do caráter regional das queimadas.
Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que Mato Grosso liderava o país em focos de calor em 2026, com 4.838 registros acumulados até meados de agosto. No Amazonas, incêndios de grandes proporções foram registrados principalmente no sul do estado, incluindo a região de Apuí e áreas próximas à BR-230.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), a circulação atmosférica transporta a fumaça do sul do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso para o território rondoniense, elevando a concentração de partículas e agravando a qualidade do ar.
Participaram representantes do MPRO, MPAM, MPMT, MPF, Sedam, Censipam, Ibama e Prevfogo. A articulação busca ampliar o monitoramento, acelerar a troca de informações e fortalecer as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
O Gaema informou que continuará acompanhando o cenário e articulando medidas para reduzir os impactos ambientais e à saúde provocados pelas plumas de fumaça em Rondônia.
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