Diante das constantes denúncias sobre o crescimento acelerado da chamada “cracolândia” no Centro de Porto Velho, o Governo de Rondônia iniciou, na manhã desta sexta-feira (12), uma operação para fechar com alvenaria prédios públicos abandonados que estavam sendo utilizados como abrigos por dependentes químicos e pessoas em situação de rua. Os imóveis, muitos deles desocupados há anos, tornaram-se pontos de consumo de drogas, locais de esconderijo e focos de criminalidade.
A decisão vem após comerciantes e moradores relatarem que a situação de furtos, arrombamentos e insegurança chegou a um nível considerado fora de controle. Estabelecimentos da região central registram ocorrências quase diárias, enquanto a presença de usuários de drogas em condições de extrema vulnerabilidade tem aumentado de forma preocupante.
O vice-presidente do Sindicato dos Soldados da Borracha, George Telles, tem sido uma das vozes mais ativas na cobrança de ações urgentes. Em documento encaminhado ao secretário da Seosp (Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos), Elias Resende, Telles solicitou o fechamento imediato de todos os prédios públicos abandonados, com alvenaria e tijolos, para impedir o acesso. O sindicato já alvo de arrombamentos e furtos nos últimos dias.
“Esses espaços estavam sendo usados por malandros que furtam, arrombam comércios e residências. Precisamos neutralizar esses pontos que se tornaram focos de irregularidades”, afirmou Telles.
Ele também informou que participou de uma reunião com o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, onde foi solicitado reforço das ações de policiamento e abordagem na região. Segundo ele, a solução exige união entre governo, forças de segurança e comunidade.
“Com união e força, vamos moralizar a região central. O bem sempre prevalece”, declarou o líder sindical.
A operação inicial de alvenaria, conduzida pela Seosp, deve avançar nos próximos dias para outros imóveis identificados como pontos de risco. O governo reforça que a medida é emergencial e visa interromper a utilização irregular dos espaços, enquanto novas ações sociais e de segurança são planejadas para enfrentar o problema de forma mais ampla.
Moradores e comerciantes aguardam que a intervenção marque o início de um processo mais estruturado de revitalização e segurança para o Centro de Porto Velho, hoje um dos locais mais afetados pela vulnerabilidade social e pela criminalidade associada ao uso de drogas.