O uso excessivo das redes sociais por adolescentes deixou de ser apenas uma preocupação de pais e educadores. Autoridades de saúde em vários países já avaliam se o problema deve ser oficialmente classificado como transtorno mental, ao lado de vícios comportamentais como jogos eletrônicos e apostas.
O que mostram os números:
Nos Estados Unidos, o Departamento de Saúde alerta que jovens que passam mais de 3 horas por dia nas redes têm o dobro de risco de apresentar sintomas de ansiedade e depressão.
Pesquisas apontam que os adolescentes já passam, em média, 3h30 por dia conectados, e quase metade (46%) relatam piora na percepção da própria imagem corporal.
Especialistas identificam sinais semelhantes a dependências químicas: tolerância (precisar de mais tempo online), abstinência (irritação quando estão desconectados) e recaídas.
Por que importa?
Esse comportamento está diretamente associado ao aumento de transtornos de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e queda no desempenho escolar. A pressão por curtidas, padrões irreais de beleza e a comparação constante estão entre os fatores mais nocivos.
A discussão sobre o reconhecimento oficial como transtorno mental tem como objetivo estimular políticas públicas de prevenção, orientar famílias e garantir estratégias mais eficazes de cuidado com a saúde mental dos jovens.