URBANO NORTE: Professora discriminada por motorista diz: ‘vou atrás dos meus direitos’

Iule Vargas, que usa muletas, teve viagem cancelada; denúncias contra aplicativo se acumulam

A jornalista e professora universitária Iule Vargas segue em busca por justiça e equidade. Como contou o Rondoniaovivo, recentemente, Iule foi vítima de constrangimento por uma motorista do aplicativo Urbano Norte e relata uma péssima assistência da plataforma.
 
O caso aconteceu no Dia dos Finados (02 de novembro). Iule havia passado o feriado com a mãe, e no fim do dia, solicitou uma corrida pelo aplicativo da Urbano Norte. 
 
“A motorista chegou. Eu cumprimentei, dei boa noite e pedi que abrisse a porta lateral do passageiro. Ela negou, dizendo que não carregava pessoas no banco da frente”, disse a jornalista.
 
Iule, por conta da cirurgia no fêmur, não consegue dobrar o joelho esquerdo. “Eu expliquei a situação para a motorista, expliquei o porquê da cirurgia e ela ignorou”. 
 
Após a conversa com a passageira, a motorista da Urbano Norte simplesmente deu os ombros para a situação e prosseguiu a cancelar a corrida dizendo: “Cada um com seus problemas. Você tem os seus e eu tenho os meus.”
 
Após o ocorrido, Iule Vargas tentou entrar em contato com o suporte da Urbano Norte mas afirma que a morosidade da plataforma motivou a buscar soluções por outros caminhos. 
 
“Entrei em contato com o suporte pela própria plataforma, explicando o ocorrido, mas recebi respostas automáticas. Disseram que eu não iria mais pegar corridas com o motorista. Eu acredito que nem leram minhas mensagens”, afirmou Iule.
 
A professora também tentou contato com a dona da plataforma, mas não obteve resposta nem solução. “Falaram que iam me responder o mais rápido possível. Passei cinco dias esperando uma resposta, uma ação”. 
 
Em busca de justiça, na última terça-feira (07), Iule foi até o Ministério Público de Rondônia.
 
 
 
 
“Fui bem atendida pelo MP/RO, e também vou entrar com uma ação no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia - contra a motorista e a própria Urbano”, informou ela. Indignada, Iule Vargas diz que sabe quais são seus direitos.
 
“Se isso aconteceu comigo, que tenho acesso à informação, imagina o que não fazem com outros passageiros. Recebi mensagens relatando casos muito parecidos com o meu. De mães com crianças e cadeirantes tendo a corrida cancelada, de idosos abandonados. Isso não pode se repetir nem comigo e nem com ninguém.”, declarou.
 
 
 
FOTO: Comentários com casos similares ao de Iule Vargas se multiplicaram no Instagram da jornalista e no Facebook do Rondoniaovivo
 
Após a publicação da matéria sobre o caso, denúncias de casos similares foram se acumulando nos comentários das publicações de Iule e também do Rondoniaovivo. Dezenas de perfis, que compartilham da mesma indignação de Iule Vargas, afirmam que passaram por situações parecidas.
 
 
 
FOTO: Comentários com casos similares ao de Iule Vargas se multiplicaram no Instagram da jornalista e no Facebook do Rondoniaovivo
 
 
À Iule Vargas, a Urbano Norte afirmou que a motorista está suspensa da plataforma e que este tipo de comportamento não condiz com as diretrizes da empresa.
 
Assim como outras plataformas de transporte, a Urbano Norte possui guias de comunidade e postura que os motoristas devem seguir. 
 
A reportagem tentou, e continua tentando, contato com a empresa. O espaço permanece aberto para declarações.
 
 
 
FOTO: Comentários com casos similares ao de Iule Vargas se multiplicaram no Instagram da jornalista e no Facebook do Rondoniaovivo
 
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