DOENÇA DO SILICONE: Médico afirma que é raro ocorrer e cita quem pode apresentar o problema

Se existisse alguma insegurança em relação à saúde dos pacientes, a Anvisa e a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, já teriam proibido.

DOENÇA DO SILICONE: Médico afirma que é raro ocorrer e cita quem pode apresentar o problema

Foto: Divulgação

Apesar de o assunto vir ganhando destaque na mídia, à doença de silicone é algo extremamente raro de acontecer e quando ocorre, na maioria dos casos, é em pessoas autoimunes ou propensas a apresentar problemas psicossomáticos - depressão, ansiedade e doenças crônicas, que são considerados fatores que podem estar associados aos sintomas sistêmicos.

 

A explicação é do cirurgião plástico Marcelo Almeida, de Porto Velho, Rondônia, que enfatiza a segurança técnica existente no implante de prótese mamária. “Esse tema faz parte dos estudos contínuos da comunidade científica mundial, e tem controle rígido por parte da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Food and Drug  Administration (FDA) dos Estados Unidos”.

 

“Se existisse alguma insegurança, esses dois órgãos já teriam proibido para não colocar a saúde dos pacientes em risco”, diz, frisando que esse procedimento continua sendo um dos mais realizadas o mundo, com destaque para o Brasil e os Estados Unidos.

 

SBCP

 

A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) garante que ainda não há estudos científicos que comprovem a relação entre a doença do silicone (Breast implant illness) e os sintomas sistêmicos narrados pelas pacientes.

 

 

Marcelo Almeida esclarece que todo implante, não apenas o de silicone, produz uma reação inflamatória localizada no organismo, mas com o tempo ele se adapta ao corpo, porém pode ser que o organismo apresente alguma reação. “No caso do implante mamário, se isso ocorrer, será, em média, dois anos após a cirurgia”.

 

O que é a “doença do silicone”?

 

Segundo as normativas, são sintomas sistêmicos como processos inflamatórios localizados na mama, assim como nas articulações, na pele, dores musculares, fadiga, alterações visuais, entre outros.

 

A retirada (explante) da prótese resolve o problema?

 

O médico afirma que há relatos de pacientes que realizaram o explante, mas continuaram apresentando os sintomas, isto porque esse problema não estava associado à prótese mamária.

 

 

 Para evitar que isso venha a ocorrer, segundo ele, é fundamental que antes de fazer a cirurgia o especialista investigue minuciosamente à saúde da paciente e, caso não detecte a origem dessas manifestações, ela (paciente) deve ser informada  que não há certeza absoluta de que a retirada da prótese resolverá o incômodo.

 

Aspecto estético após a retirada

 

“Quando a mulher decide retirar a prótese é importante orientá-la como ficará o aspecto estético da mama”, esclarece Marcelo Almeida.

 

“Isto porque ao implantar a prótese dar-se a distensão do tecido cutâneo e da musculatura e quando se retira o silicone há possibilidade de apresentar alguma alteração na cicatrização, a exemplo da retração da pele. Dessa forma, pode ser que o aspecto não fique tão agradável como ela esperava. Há possibilidade ainda de haver um pouco de sobra de pele”. E, nesta primeira cirurgia, de acordo com ele, esses detalhes não poderão ser corrigidos.

 

Autor: @emiliajornalista(Insta)

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