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EXCLUÍDOS: Acadêmicos de Medicina da UNIR são retirados de unidades de Saúde em Porto Velho

Estudantes alegaram que foram constrangidos e retirados do Hospital de Base

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

29 de Outubro de 2020 às 10:20

Atualizada em : 30 de Outubro de 2020 às 10:57

Foto: Divulgação

Considerado o último ciclo da graduação em Medicina, o Internato ou estágio curricular é o momento em que o acadêmico vai para uma unidade de Saúde e sob a supervisão docente inicia a prática de seu ofício. 
 
Para que os estudantes de Medicina sejam encaminhados a essas unidades de Saúde existe um vínculo com as instituições educacionais e algumas vezes nem sempre sobra vaga para todos, fazendo com que muitos acadêmicos aguardarem em uma ordem de chamada a oportunidade de realizar esse estágio final.
 
Esse é o caso do que vem acontecendo na Universidade Federal do Estado de Rondônia – UNIR, onde os acadêmicos de Medicina afirmaram através de Nota de Repúdio que estão sendo preteridos desde o início da pandemia. 
 
Acontece que com as restrições impostas no período crítico da pandemia de COVID-19 as aulas foram interrompidas, porém, após o descenso da média de contaminação os estágios puderam ser retomados seguindo os protocolos de segurança.
 
De acordo com os acadêmicos foi nesse momento de retorno ao Internato que os estudantes de Medicina foram anulados dessas vagas, que foram repassadas para os acadêmicos das instituições de ensino privado. 
 
Na busca de entenderem a razão por essa exclusão os acadêmicos da UNIR acionaram o Núcleo de Gestão da Educação Permanente – NUGEP, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde – SEMUSA.
 
Como resposta os estudantes foram informados de que havia ocorrido uma reunião para redistribuição de campos de prática entre as Instituições de Ensino Superior (IES) do município de Porto Velho no dia 17 de agosto de 2020 e a UNIR não mandou nenhum representante, sendo assim, redistribuída as suas vagas para as outras instituições com representantes presentes à reunião. 
 
“No exercício das nossas atividades, fomos "convidados" a nos retirar das unidades de saúde, constrangidos publicamente, inclusive diante de pacientes e proibidos de retornar às práticas”, afirmaram os acadêmicos. 
 
Conforme a portaria interministerial Nº 1.127, de 04 de agosto de 2015, no art. 13, inciso III: “Compete à gestão em saúde estadual e municipal: III – definir critérios equânimes relativos à inserção das instituições de ensino nos cenários de prática nos quais serão desenvolvidas as atividades acadêmicas, com base nas DCN e nos parâmetros do Ministério da Educação, priorizando as instituições de ensino públicas, conforme preceitos do SUS”.
 
Com essa grave denúncia, os acadêmicos da UNIR aguardam uma resposta das autoridades e a  solução para esse problema. 
 
Veja nota da SEMUSA
 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) vem a público esclarecer que em momento algum houve uma desconsideração com os alunos do internato de medicina da UNIR.

O que houve foi uma falha da coordenação do curso de medicina da UNIR que ao ser acionada, em agosto, não manifestou interesse pela continuidade das práticas de estágio. Somente nesta semana a Semusa foi procurada pela coordenação do curso de medicina com a solicitação da reinserção dos alunos e foi atendida.

A Semusa enfatiza que sempre atuou com isonomia, igualdade e respeito com os alunos de todas as instituições conveniadas. Da mesma forma espera que os alunos internos, independentemente da instituição, respeitem as normas das unidades, principalmente se tratando de ambiente hospitalar. Existem regras que são criadas criteriosamente pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelas diretorias das unidades.

Por fim, a Semusa reitera seu compromisso de continuar trabalhando para melhorar a cada dia a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Confira Nota de Repúdio

Documentos anexos

Direito ao esquecimento

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