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ASSASSINATOS NO CAMPO: “Tratar nossos soldados como peões é querer mais mortes”, afirma Marcos Rocha

Para o governador existam “atores políticos” que andam pressionando para que um ataque com toda a força da PM/RO seja realizado

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

07 de Outubro de 2020 às 09:01

Atualizada em : 07 de Outubro de 2020 às 16:24

Foto: Divulgação

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, se manifestou durante a noite desta última terça-feira (6) sobre as ações tomadas após o assassinato de dois policiais militares em uma área rural de Porto Velho e criticou duramente pessoas que vem querendo utilizar esse momento para palanque politico. 
 
De acordo com Marcos Rocha, a emoção não é ferramenta eficiente de justiça, e sim o resultado que será obtido com o trabalho de inteligência e estratégia que já vem sendo efetuado pela Polícia Militar, que é uma da mais conceituadas do país. 
 
“Essas falas irresponsáveis que li ontem de atores políticos, referindo às escolhas no campo, é pura falta de respeito com colegas que trabalham na inteligência e comando. Profissionais que estão, igualmente, sedentos pela justiça. Peço à população que confie na corporação, no comando (incluindo a mim) e nas escolhas que os soldados tomam em ação”, disse Marcos Rocha. 
 
Para o governador existam “atores políticos” que andam pressionando para que um ataque com toda a força da PM/RO seja realizado, o que de acordo com Marcos Rocha é tratar o soldado como peão, descartável, não se importante com vidas que serão ceifadas e famílias que perderão seus entes. 
 
“Tratar nossos soldados em campo como peões, é querer mais vidas ceifadas. Eles querem trazer a justiça e darão a vida por isso, mas nenhuma operação de sucesso se constitui em estar com uma arma e um ”vai lá”. Inteligência e frieza podem trazer resultado. A emoção não. Existe muita coisa por trás, mais séria do que alguns querem admitir para população”, falou Marcos Rocha. 
 
Ao final o governador ainda se colocou na condição de policial militar, já que é Coronel da PM/RO, e afirmou que nenhum irmão de farda está satisfeito com essa situação.
 
“Sendo sincero, você acha que alguém que se torna policial tem pena desses assassinos? Obviamente, não. Me cansa essa politicagem barata. O inimigo é outro”, finalizou Marcos Rocha. 
 
A polícia segue com a investigação do caso. 
Direito ao esquecimento

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