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AÇÃO: Empresário explica disputa por terras na região de Candeias do Jamari

Ele contou que a área é motivo de uma lide judicial há 21 anos, onde se discute a posse de algumas pessoas

ASSESSORIA

07 de Julho de 2020 às 14:52

Atualizada em : 07 de Julho de 2020 às 14:56

Foto: Divulgação

A matéria veiculada na última terça-feira (7), no Rondoniaovivo, sobre a ação de jagunços em uma extensão de terra na linha 45, ramal João da Praia, zona rural do município de Candeias do Jamari (RO), mereceu uma nota de esclarecimento por parte dos proprietários da área.

Leia a nota:

                                                                 NOTA DE ESCLARECIMENTO

Com relação a notícia “Empresário é acusado de contratar jagunços para expulsar sitiantes de área rural”, publicada no site Rondônia ao Vivo em 07/07/2020, vimos através desta Nota esclarecer que:

  • Diferente do que diz a notícia, não “alegamos” ser “donos”, somos legais e únicos proprietários das terras citadas, conforme comprova nosso Título Definitivo ESCALERITA, registrado em cartório e sem contestação por nenhum Órgão do Estado;
  • Esta área é motivo de uma lide judicial há 21 anos, onde se discute a Posse de algumas pessoas, e contra as quais jamais tomamos nenhuma medida repressora, até que a causa transite em julgada, e possamos avaliar nossas ações futuras;
  • Neste período vários Crimes Ambientais foram perpetrados, e sempre os denunciamos ás autoridades competentes, que nada fizeram, talvez, coniventes com os desmandos políticos dos governantes da época, claramente de esquerda e sem nenhum respeito pelo Direito de Propriedade;
  • É muito bom esclarecer que esta área toda é classificada como AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL PERMANENTE (Zona 2.1), que impede qualquer tipo de desmatamento, e que teve ao longo desse tempo 50 % da área destruída, conforme pode ser comprovado pela observação das cartas de satélite, e que estes INVASORES estavam desmatando e queimando a Mata Ciliar, conforme comprovamos por fotos;
  • Diga-se de passagem, quando forneceram a foto para publicação, enviaram uma foto despretensiosa, quando deveriam enviar as outras, que comprovam o crime ambiental, fotos e vídeos estes, que lhes remetemos, para que a verdade seja comprovada, onde fogueiras, derrubadas, piqueteamento de lotes, etc. são comprovados, e que serão apresentadas as autoridades, para que no futuro não nos culpem pelos crimes desses INVASORES;
  • O ramal João da Praia está totalmente dentro de nossa área, e faz parte do processo possessório em trâmite, e já foi fiscalizado por ter oferecido lotes em áreas de nossa propriedade;
  •  Reiteradas vezes fizemos denúncias de que um tal de Marcio da 45 estava vendendo lotes em nossa área, inclusive anunciando pela internet, ou seja, estelionato. Fotografamos e encaminhamos ás autoridades, e estamos tentando identifica-lo, para as devidas providencias jurídicas e criminais;
  • Nessas várias denúncias Policiais compareceram e comprovaram os crimes ambientais, mas não puderam realizar as prisões, pois os invasores fugiram. Ora se eles acham que há legalidade, porquê não se apresentaram e mostraram seus recibos de compras? Porquê não se responsabilizaram pelos danos na Mata Ciliar? Quem não deve não teme, quem se acha legal enfrenta;
  • Os ditos “jagunços” eram policiais, que foram verificar a invasão, e que em vista da fuga dos invasores, retornaram a PVH;
  • É verdade que 3 viaturas da PM lá estiveram, comandadas pelo Ten. Sanches, que ao saber da verdade, também retornou a PVH;
  • É verídico que derrubamos os piquetes do loteamento e as demarcações, afinal de contas a propriedade é nossa, e temos o direito constitucional de defende-la, não vimos aí nenhum ato arbitrário;
  • Nós não “afirmamos” ser proprietários, NÓS SOMOS PROPRIETARIOS, e não “causamos terror” a ninguém, somente estamos exercendo nosso direito de proteger o que é nosso, e este comentário do Site é leviano, pois se há a informação de que há uma lide há 20 anos, o correto seria buscar o contraditório, antes de fazer ilações maldosas;
  • A afirmativa “as últimas decisões judiciais favorecem os moradores daquela região” é facciosa e mentirosa, pois um pouco mais de informação traria a verdade de enquanto há trâmite judicial, nada favorece a ninguém, haja vista que outras decisões nos favoreceram, e nem por isso o caso foi encerrado;
  • É muito bom que se esclareça que nossas denúncias de crimes ambientais foram feitas para vários órgãos governamentais (IBAMA, POLICIA FEDERAL, SEDAM, SECRETARIA DE SEGURANÇA, MPE, MPF, POLICIA AMBIENTAL, GOVERNADOR, MINISTRO DO MEIO AMBIENTE), mas como vemos a inercia é contagiante. Quando da realização da Operação Verde Brasil 2, a verdade apareceu, e o Conselho da Amazônia concluiu que esse é o maior crime ambiental contemporâneo do Brasil.

Lamentamos que notícias sem nenhum fundamento sejam publicadas, o que desvirtua a verdade e confunde o público, nos colocamos à disposição para provar tudo que foi dito, e não estamos aqui como “sujeito indeterminado” fazendo denúncias anônimas. Sugerimos que a parte acusada seja ouvida antes de que mentiras sejam veiculadas. Estaremos em estudos para definir que medidas tomaremos contra os acusadores e entendemos que somos, de maneira espontânea, merecedores do Direito de Resposta.

 

Porto Velho /  RO, 07 de Julho de 2020.

 

Paulo Whately Sack___________________________________________- 

Direito ao esquecimento

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