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Tiroteio na Rocinha deixa clima tenso nos arredores da comunidade

Ao longo da semana, policiais fizeram uma série de operações na Rocinha e outras comunidades. Uma delas, conduzida pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, acontecia desde as primeiras horas desta manhã.

Da Redação

22 de Setembro de 2017 às 09:37

Foto: Divulgação

Um novo tiroteio foi registrado por volta das 9h30 desta sexta-feira (22) na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, e deixou o clima tenso nos arredores da comunidade. No último domingo (17), a região foi palco de um intenso tiroteio entre criminosos, que disputam o controle do tráfico na região.

Ao longo da semana, policiais fizeram uma série de operações na Rocinha e outras comunidades. Uma delas, conduzida pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, acontecia desde as primeiras horas desta manhã.

De acordo com a PM, criminosos estão realizando disparos da área de mata contra os policiais que realizam o cerco à comunidade. Nas redes sociais, há relatos que os bandidos estão em fuga pelo Alto da Boa Vista, passando pela Vista Chinesa, um dos principais cartões postais da região.

Fortes rajadas de tiros eram ouvidas nos arredores da comunidade. Muitas pessoas se alojaram na 11ª DP (Rocinha). O repórter Pedro Figueiredo, da TV Globo, estava fazendo uma reportagem sobre a quinta operação policial em cinco dias na comunidade quando foi avisado pela PM que também deveria se abrigar na delegacia.

Por volta das 10h, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que, por conta de operação policial, a Autoestrada Lagoa-Barra foi fechada entre o Fashion Mall (desvio) e a Praça Sibelius. A autoestrada é a principal ligação entre a Zona Sul e a Zona Oeste da cidade.

Durante o tiroteio, um ônibus da linha 538 foi incendiado na Estrada da Gávea. A informação é de que o ato foi criminoso, segundo o repórter Pedro Figueiredo.

Dias de tensão

O clima de guerra na Rocinha começou no último domingo (17), quando traficantes invadiram a comunidade para tomar de um grupo rival o controle da venda de drogas.

A polícia não interveio no dia, e houve um intenso tiroteio que deixou dois mortos, aterrorizou os moradores e danificou instalações de energia e distribuição de água. Unidades de saúde ficaram fechadas, e estudantes chegaram a perder a prova da Uerj devido ao risco de circularem pela comunidade. Os traficantes chegaram a usar as lajes das casas para fazer os disparos.

 

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