Famílias de Nova Mutum apresentam reivindicações a Léo Moraes
Foto: Divulgação
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O deputado Léo Moraes (PTB), na tarde desta quinta-feira (09) foi até o distrito de Nova Mutum, localizado a cerca de 100 quilômetros de Porto Velho, onde se reuniu com coordenadores do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e famílias que se apropriaram de mais de 500 casas construídas aos trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Jirau.
O parlamentar integra uma comissão formada para ouvir os ex-moradores de Jaci-Paraná e Mutum-Paraná, que tiveram a desapropriação de suas residências em razão das áreas afetadas pela cheia ocasionada após a construção da usina.
No encontro, mediado pelo representante da Comissão da Ocupação de Nova Mutum, Eliudo Costa, as famílias pediram apoio ao deputado para o atendimento das necessidades mais urgentes enfrentadas após a apropriação das casas de Nova Mutum.
Segundo eles, a invasão só teria acontecido porque a empresa responsável por Jirau não teria cumprido a promessa feita aos remanejados.
“No início nos deram opções de escolher por moradia aqui em Nova Mutum, carta de crédito ou indenização. Como nenhuma das alternativas foi cumprida, as famílias invadiram as casas”, explicou Eliudo.
Entre as principais reinvindicações apresentadas ao deputado, as famílias destacaram problemas nas áreas da saúde, educação e segurança. Segundo os novos moradores de Nova Mutum, o posto de saúde estaria atendendo apenas 20 pacientes durante manhã e tarde. A noite, o posto não estaria oferecendo atendimento médico.
Na área da educação, Léo Moraes ouviu críticas quanto a falta de ônibus escolar, superlotação de salas de aula e espaço não aproveitado na escola particular que, segundo as famílias, apesar de ser considerada privada, seria fruto de compensação social.
Sobre a segurança da localidade, os moradores pediram a interferência do deputado para o retorno da sargento da Polícia Militar, Heline Braga, ao comando da PM em Nova Mutum. Segundo relatos dos próprios moradores, a sargento Braguinha, como é conhecida, teria sofrido perseguição por ajudar a manter a ordem durante as apropriações.
“Ela não incentivou a invasão, apenas cumpriu seu papel estabelecendo a ordem e a segurança entre as famílias. Se não saiu morte aqui foi graças à competência da sargento Braguinha, que soube conduzir o conflito durante as apropriações. Queremos ela de volta”, disse a coordenadora do MAB da comunidade da Linha do Ibama, em Jaci-Paraná, Dulcileide Mota.
Após ouvir todas as necessidades das famílias, Léo Moraes pediu que as reivindicações fossem encaminhadas ao seu gabinete para que todas as medidas possíveis e legais possam ser tomadas visando atender a comunidade que agora reside em Nova Mutum.
“Vamos verificar até que ponto podemos contribuir com essas famílias, afinal existe uma questão judicial a ser resolvida sobre a questão das invasões, embora o que tiver ao nosso alcance para amenizar o sofrimento de todos e dentro das nossas possibilidades enquanto parlamentar, será atendido”, afirmou Léo Moraes.
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