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Enfermeiro afirma que raio-x em mula foi solidariedade

O enfermeiro vilhenense Caio Mendes, que admitiu ter feito um exame de raio-X num animal, usando equipamento do hospital público Pedro Granjeiro, na cidade de Colorado do Oeste declarou ao site Folha do Sul On Line nesta sexta-feira, 12, que estava na uni

Da Redação

12 de Junho de 2015 às 11:43

Foto: Divulgação

O enfermeiro vilhenense Caio Mendes, que admitiu ter feito um exame de raio-X num animal, usando equipamento do hospital público Pedro Granjeiro, na cidade de Colorado do Oeste declarou ao site Folha do Sul On Line nesta sexta-feira, 12, que estava na unidade quando o dono do animal (que na verdade é um potro e não uma mula, como vários veículos, incluindo este site, publicaram) chegou ao estabelecimento e pediu uma quantia de gesso para imobilizar sua pata, que estaria fraturada.

Mendes explicou que ele deveria fazer o raio-X para verificar detalhes do ferimento, sob pena de submeter o bicho a insuportável sofrimento. Mas avisou: só poderia realizar o exame mediante ordem superior. O homem teria saído e retornado, minutos mais tarde, alegando que estava “tudo certo”.

 Na pressa de ajudar o potro, Caio teria pegado um raio-x móvel, praticamente sem uso no hospital, onde não tem sido feita cirurgias, e levado até onde o cavalinho estava, na carroceria de uma picape. A unidade tem outro aparelho fixo, que é mais utilizado que empregado no “atendimento equino”.

Após ver as imagens e verificar qual era o osso fraturado, o enfermeiro acompanhou o veterinário que cuidava do caso até o Parque de Exposições de Colorado. Ali, o potrinho foi sedado, suspenso e teve a pata engessada.

O profissional de saúde garante que só fez isso para evitar que o animal fosse sacrificado. E garante: nenhum atendimento deixou de realizado no hospital por causa do seu gesto de compaixão pelo bicho. “A única coisa que gastamos foram dois filmes e meia caixa de gesso”.

O enfermeiro disse que, embora o cavalo fosse de raça, não é esse o detalhe que o moveu a ajudar. “Mesmo que fosse um pangaré, desses que puxam carroça, eu teria feito a mesma coisa. Não me arrependo. Melhor que matar o bichinho”.

CORUJA ENGESSADA

Anos atrás, o mesmo Caio, que hoje atua na recuperação de dependentes numa entidade que dá assistência a usuários de drogas em Vilhena, adotou procedimento igual em caso semelhante. Ele estava no Hospital Regional, onde trabalhava na época, quando um advogado chegou com uma coruja ferida. A ave estava com a asa fraturada e o enfermeiro engessou o animal, que também sobreviveu.

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