Produtores participam de intercâmbio para conhecer sistema Piraçaí

Produtores participam de intercâmbio para conhecer sistema Piraçaí

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Foto: Divulgação

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Cerca de 15 produtores do Assentamento Madre Cristina do município de Ariquemes realizaram um intercâmbio promovido pelo governo de Rondônia para conhecerem o sistema

de produção integrada de pirarucu e açaí (Piraçaí) no município de Porto Velho.

O médico veterinário e técnico da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri) – responsável pelo projeto, Carlinho Pinto Filho, explica que o sistema inicia na entrega dos alevinos juvenis (com média de 20 centímetros) aos produtores, passa pelo descarte da água residual dos tanques suspensos, a qual segue para uma lagoa de decantação. “Essa água que poderia estar poluindo algum igarapé volta para a fertirrigação, neste caso aqui do açaí, maracujá, melancia, milho e goiaba e a criação da galinha caipira no meio,” destacou Maranhão.




Esse ciclo propicia o sucesso do sistema completo, sendo a piscicultura o pulmão do projeto. Quem está trabalhando em cima de uma viabilidade de 30% no sistema, terá a lavoura ou fruticultura de graça, porque a cada 100 quilos de ração 90 vão para o ambiente. O peixe só aproveita de 5 a 10 % em função da qualidade da ração e do sistema de manejo. Ou seja, 90 quilos de resíduo está sendo diluído na água e aplicado nas plantas, após passar por processo bioquímico na lagoa de decantação.

As vantagens desse sistema para o agricultor familiar são a redução de no mínimo 50 vezes a área, o reaproveitamento de todo material residual, que hoje não se aproveita no sistema tradicional e que muitas vezes é descartado no ambiente poluindo o meio.  Nesse sistema você recicla e fertirriga.

O produtor rural Valdir Balbino de Lins, do Assentamento Madre Cristina, ficou impressionado com o sistema que viu, e demonstrou grande interesse em que o projeto evolua. “Olha saio daqui com a sensação de que é favorável, ao pequeno agricultor, pois, a gente tem um espaço limitado não muito grande, e para implantar esse sistema é bem favorável. Não precisa agredir a natureza e pode ser instalado em um espaço fácil, na proximidade das casas onde as famílias podem trabalhar. Juntando toda familiar, então é uma coisa bem criada que veio para o favorecer o agricultor, sim,” enfatizou Lins.

Para o vice-presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais do Projeto de Assentamento Madre Cistina (Aspromadre), José de Eustáquio de Sá, fala da intenção de conversar e discutir com todos os associados para ver qual a melhor forma de implantar. “Queremos ver qual será a melhor forma de atender as pessoas que interessam. Esse projeto será implantado junto com o Governo do Estado, iremos instalar uma área experimental de criação de pirarucu em tanque de lona ali no madre Cristina,” destacou animado Sá.

Para Mary Braganhol, secretária adjunta da Seagri, o principal objetivo desse intercâmbio foi a de propiciar aos produtores o conhecimento da fertirrigação para que possam implantar no assentamento, pois eles vivem em áreas com média de seis alqueires.

No primeiro momento levamos os técnicos da Seagri e Emater envolvidos no projeto para apresentar no assentamento em Ariquemes.  Desta forma os produtores conheceram o projeto no vídeo, então trouxemos para que conhecessem pessoalmente o projeto. “A ideia da coordenadoria de Agricultura Familiar é realizar diversos intercâmbios entre as comunidades agrícolas do estado, pois é importante essa troca de experiências entre os agricultores”, explicou Mary.

Segundo Mary, a ideia do governo do estado é incentivar o produtor a aumentar e diversificar a produção, adotando tecnologias socioambientais. De mesmo modo, ressalta a adjunta, com relação à comercialização. “É necessário que os agricultores estejam organizados em cooperativas para que centralizem o armazenamento da produção e busquem caminhos para comercializá-los, com a abertura de novos mercados”, destacou.

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