Em comparação ao ano passado e a média mensal, o número de casos registros caiu drasticamente no início de 2015.
Foto: Divulgação
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O índice de violência contra a mulher no município de Ouro Preto do Oeste diminuiu nos últimos dois meses, de acordo com as estatísticas da Polícia Militar, que registrou uma grande queda neste tipo de ocorrência. Foram registrados apenas 8 casos em dezembro e apenas 4 no mês de janeiro deste ano, contra 14 em novembro.
A Lei 11.340, de setembro de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, até então não vinha apresentando nenhum resultado positivo, já que, em média, eram registrados pela Polícia Militar cerca de 10 a 14 casos mensalmente em Ouro Preto do Oeste.
Uma das prováveis causas para esta diminuição, segundo o comandante da 3ª Companhia de Policiamento Ostensivo de Ouro Preto do Oeste, tenente PM Bruno Costa, seria o resultado de um projeto lançado no dia 8 de março de 2013, em parceria com o Ministério Público de Rondônia e a Secretaria de Assistência Social de Ouro Preto do Oeste (Semas), que tem como foco a prevenção e combate à violência doméstica.
Na época, o promotor de Justiça Victor Ramalho Monfredinho instaurou inquérito civil público para buscar a implementação de política específica voltada à prevenção e combate à violência doméstica.
Criou-se então, uma rede municipal de comunicação entre os órgãos públicos de Ouro Preto do Oeste em que, ao ser identificado um caso de violência doméstica, além das providências criminais por parte da Delegacia de Polícia, as informações são remetidas á Semas para acompanhamento do caso visando promover a resolução ou diminuição dos danos ocorridos pela prática de violência doméstica.
De acordo com a equipe do Centro de Referencia Especializada de Assistência Social – CRAS, formada por duas assistentes sociais, uma psicóloga e uma pedagoga, ao tomarem conhecimento do caso, vão até a vítima e inicia-se o trabalho juntamente com toda a família.
Inicialmente, segundo o CRAS, é realizada uma conscientização de valorização e elevação da autoestima das vítimas com obtenção de resultados somente em longo prazo, em virtude do tipo de violência que veio a sofrer cada uma das mulheres. Ao mesmo tempo, são ofertados cursos e oficinas e posteriormente inicia-se o trabalho em grupo com as vítimas.
Bruno Costa faz questão de ressaltar que desse levantamento constam apenas as ocorrências registradas pela Polícia Militar, que engloba a maioria dos casos ocorridos em Ouro Preto do Oeste.
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