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Caixa começa a implantar a ‘institucionalização’ da cobrança individual de metas

Imposta recentemente, de forma unilateral, a Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) da Caixa Econômica Federal vai atingir, primeiramente, os gerentes gerais do banco, que integram o primeiro ciclo de trabalhadores que serão, a partir de agora, cobrados co

Da Redação

27 de Junho de 2014 às 10:55

Foto: Divulgação

Imposta recentemente, de forma unilateral, a Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) da Caixa Econômica Federal vai atingir, primeiramente, os gerentes gerais do banco, que integram o primeiro ciclo de trabalhadores que serão, a partir de agora, cobrados com mais veemência para o cumprimento de metas, ou seja, a venda de produtos da instituição financeira.

Essa política ‘enfiada goela abaixo’ dos trabalhadores – já que foi implantada sem nenhuma discussão com o movimento sindical – já está sendo contestada pelos trabalhadores e seus representantes e fará parte da pauta da Campanha Nacional Unificada deste ano.

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), Euryale Brasil, a GDP funciona como uma forma de ‘ditadura’ onde o bancário é praticamente forçado a assinar um documento, comprometendo-se a cumprir um determinado percentual nas vendas e aceitando a cobrança ampliada do cumprimento dessas metas no período previamente estipulado.

“Se já existe, na atualidade, uma cobrança forte sobre cada trabalhador para o cumprimento de metas, com essa GDP o que fica claro é que essa cobrança será simplesmente institucionalizada, ou seja, criada para ampliar ainda mais a pressão sofrida por cada trabalhador que, por sua vez, acaba adoecendo com essa nítida prática de assédio moral agora ‘legalizada’, o que é um absurdo que não pode ser admitido”, avaliou Euryale, que é funcionário da Caixa.

De acordo com cartilha divulgada pela Caixa, a GDP será implantada em ciclos, sendo finalizada em 2016. Os primeiros a serem responsabilizados pelas metas são os gerentes-gerais, que têm de enviar ao banco quanto venderão em produtos. Depois, a medida se estenderá gradativamente aos demais.

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