Os miseráveis de ontem e de hoje – Por Valdemir Caldas
Foto: Divulgação
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A obra Os Miseráveis é um clássico do romantismo francês. Foi escrito em 1862 por Victor Hugo. O romance conta a história de Jean Valjean, um homem simples, de origem humilde e desempregado, que é preso em flagrante e condenado a dezenove anos nas terríveis galés francesas de Toulon, depois de quebrar a vitrine de uma doceria para roubar um pão para saciar a fome dos irmãos.
No livro, Victor Hugo denuncia o descaso, o preconceito e as injustiças sociais da França do século XIX, num período em que o imperador Napoleão III torrava o dinheiro da corte com gastos supérfluo para se promover politicamente.
Duzentos anos depois, a miséria continua sendo um dos maiores flagelos sociais do mundo. A miséria leva ao crime, ao esfacelamento da família, ao desespero, ao rancor, à prostituição, às drogas e à vontade de morrer. O próprio Victor Hugo ensina que, quando não se vive, morrer é quase nada.
A miséria social, descrita por Hugo, está cada vez mais perto de nós. São doentes mentais, desempregados, crianças famélicas, prostituição infantil, violência e viciados em drogas. Não é preciso ir muito longe para encontrá-los. Eles estão nas esquinas, debaixo dos semáforos e das marquises dos prédios suntuosos ou não, que se espalham pelos quatro cantos de Porto Velho.
À semelhança dos problemas crônicos que angustiam os setores da saúde, educação e segurança pública, eles só são lembrados nos períodos eleitorais e nos discursos oficial, recheados com tintas de civilidade. São frutos de uma sociedade desigual, desumana, cruel, egoísta e mercantilista.
Sábado (31), quando muitas mesas estiverem repletas de comida, frutas e bebidas; outras não terão absolutamente nada. São os Valjeans do mundo, do Brasil e de Porto Velho.
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