ARTIGO – Até quando o jornalismo rondoniense vai servir de picadeiro? – Por João Paulo Prudêncio

O repórter com total consciência de que ela não escuta e conseqüentemente não possui o artifício da fala, chega até ela e de uma forma discrepante e descarada realiza perguntas para a moça que tenta responder ao seu modo, emitindo sons característicos aos

ARTIGO – Até quando o jornalismo rondoniense vai servir de picadeiro? – Por João Paulo Prudêncio

Foto: Divulgação

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Em um mundo onde a hipocrisia do politicamente correto é imputada em nossa sociedade praticamente como uma questão legal e não mais moral, vivemos em nome de uma conduta onde muitos fatos são distorcidos, muitas opiniões são confundidas e pessoas são desmoralizadas.
 
Mostrar um crime, reportar uma situação de calamidade pública, não representa sensacionalismo, quando um corpo é exposto ou uma cena de violência é reportada nos veículos de comunicação, vários demagogos enchem o peito de falácias afirmando que essa exposição é uma afronta à sociedade ou até um abuso do poder de liberdade de imprensa. Não é não!
 
Mostrar um crime da forma mais realista e clara possível é uma maneira de alertar a todos, o ponto tão baixo e inescrupuloso ao qual chegamos dos nossos sentidos humanos. Cenas de crime e brutalidade precisam sim ser reportadas diariamente para todos, a fim de que a grande maioria retire as escamas que cegam os olhos daqueles que pensam que vivem no mundo da fantasia. Essa é a função do jornalismo, relatar a realidade para que a sociedade não viva em amarras ou enxergando através de cabrestos.  
 
Porém quando alguns veículos de comunicação tentam transformar tudo isso em um circo, permeando os meios de “palhaços” travestidos de comunicadores, a situação se inverte, pois o que antes servia para alertar a população da realidade se transforma em um ciclo Perigoso de disseminação do preconceito e do fim do sentimento humano de mudança.   
 
Um exemplo revoltante surgiu como um fenômeno no site de vídeo Youtube, onde um repórter de Ji-Paraná do programa Plantão de Polícia da Rede TV/Rondônia, foi até a delegacia da cidade onde iria relatar uma ocorrência de lesão corporal em que estavam envolvidos um homem e uma mulher portadora de necessidade auditiva. O repórter com total consciência de que ela não escuta e conseqüentemente não possui o artifício da fala, chega até ela e de uma forma discrepante e descarada realiza perguntas para a moça que tenta responder ao seu modo, emitindo sons característicos aos surdos. Foi o suficiente para cair na graça de mais de 2 milhões de pessoas que assistiram e reprisaram o vídeo no Youtube.
 
Mas, o repórter esqueceu-se de um pequeno detalhe, em que ao realizar uma reportagem desrespeitando os direitos da pessoa surda, colocando a deficiência física em um picadeiro de circo mambembe da pior qualidade, ele ajudou a expandir o preconceito e foi um pilar do retrocesso da luta travada diariamente por vários portadores de necessidade por espaço dentro da sociedade, pessoas que lutam por dignidade e bravamente “brigam” para ter seus direitos colocados em prática. Com essa matéria esdrúxula o repórter joga no lixo o trabalho de milhares de educadores brasileiros que lutam por um sistema de educação inclusivo.  
E o pior, expõe o jornalismo rondoniense a um nivelamento por baixo. Uma pessoa que não respeita a deficiência de outro, colocando como titulo do vídeo “Mudinha” e descrevendo a reportagem com as seguintes palavras “Muda noiada apanha em briga por causa de estacionamento”, *Ipsis litteris, não tem a mínima condição de ser um intermediador da sociedade.
O pior é a falta de conhecimento comunicacional do repórter, pois em qualquer escola básica de língua portuguesa, aprendemos que quando não existe um perfeito entendimento entre o emissor e o receptor da mensagem, existe um ruído na comunicação, e quando existe esse ruído, não existe comunicação, então se o repórter não conhece a LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) ele não realizou nenhum tipo de comunicação com a mulher surda, apenas a expos ao ridículo.
 
Não pode!
 

No final do vídeo o repórter pergunta se alguém entendeu, eu entendi, entendi muito bem o que você fez meu caro “colega” de jornalismo.

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