CPI e Funai acompanham apreensão de artesanato ilegal nos Estados Unidos
Foto: Divulgação
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*O presidente da CPI da Biopirataria, deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), esteve nos Estados Unidos e se surpreendeu com a rede montada para a produção e a venda ilegais do artesanato. A rede era chefiada pelo norte-americano Milan Hrabovsky, o Milano, que é casado com uma amazonense. Ele já está preso e pode ser condenado a até cinco anos de prisão.
VIA SEDEX *Segundo o deputado, Milano aliciava índios de 30 aldeias da Amazônia para produzir peças com partes de arara-azul, gavião real, tamanduá-bandeira e jacaré, além de cabeças de macaco, dentes de onças e cascos de tatu e tartaruga, todos ameaçados de extinção. O material ilegal era enviado para os Estados Unidos por Sedex, sem fiscalização dos órgãos responsáveis.
*O próximo passo da investigação será identificar a conexão brasileira na rede internacional de pirataria. "Esse material será periciado e ajudará na investigação da possível participação de brasileiros, inclusive de funcionários públicos, nesse esquema de produção em série", diz Mendes Thame.
TRABALHOS DA CPI *O deputado já adiantou que os trabalhos da CPI, previstos para terminar em abril, serão prorrogados. "Nós ainda temos que ouvir muita gente. A partir desses depoimentos, vamos ter informações sobre o conhecimento que as pessoas têm da legislação, a fiscalização, o nível de conscientização ambiental. É preciso investimento para reverter essa situação", explica.
*Ele lembra ainda que a biopirataria é hoje a terceira atividade ilegal mais rentável no mundo e movimenta cerca de R$ 90 bilhões por ano. O Brasil sozinho é responsável por 30% deste volume.
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