ESPAÇO ABERTO: Prefeito se irrita e manda servidora que atua na saúde trabalhar como zeladora

ESPAÇO ABERTO: Prefeito se irrita e manda servidora que atua na saúde trabalhar como zeladora

Foto: Divulgação

SUCUPIRA
 
Ji-Paraná, segundo maior município de Rondônia, localizado aproximadamente 480 quilômetros da capital, protagonizou uma discussão incomum que lembrou à obra de ficção de Dias Gomes.
 
SUCUPIRA 2 
 
O tema não era a construção de um cemitério, mas um entra e sai no comando da Câmara. O vereador Wellington Negão (MDB), filho do prefeito, foi eleito e reeleito para quatro anos na presidência em um período de apenas quatro meses de mandato.
 
MAIORIA
 
A eleição do atual presidente para o biênio 2023 e 2024 foi aprovada na semana passada com 13 votos favoráveis. Ji- Paraná tem 17 vereadores. 
 
OPOSIÇÃO
 
Vereadores da base oposicionista alegam que a votação foi apressada e em meio a um escândalo de corrução que teria sido descoberto por meio de áudios gravados pelo presidente da Comissão de Processos e Licitação – CPL da Câmara de Vereadores.
 
PROPINA
 
As gravações destacam facilidades e “esquemas” que poderiam estar ligados a possíveis atos de corrupção. O presidente da CPL, um jovem de pouco mais de 20 anos, foi exonerado após a divulgação do áudio.
 
AFIRMAÇÃO 
 
A gravação da conversa foi divulgada em rede social. O diálogo chulo e totalmente impróprio já remete para uma pergunta. Qual seria o nível intelectual do cidadão que nomeou o jovem para exercer um cargo de grande responsabilidade como é lidar com licitação. 
 
CONHECIMENTO
 
Uma comissão Permanente de Licitação tem o poder de fazer compras de bens e serviços pautada pela lei 8666/93. O presidente de uma CPL  tem a responsabilidade de buscar sempre o menor preço de mercado zelando pela boa aplicação dos recursos públicos.
 
CONHECIMENTO 2
 
Eu escutei o diálogo e duvido que o cidadão saiba responder a diferença entre pregão e licitação. Aliás, sou capaz de apostar que nem o dito cujo que nomeou o camarada para presidência da CPL sabe explicar.
 
AINDA EM JI-PARANÁ
 
Uma servidora pública da cidade ganhou liminar na Justiça para poder permanecer exercendo função que desempenha Há mais de 20 anos. A servidora, concursada como zeladora, atua há duas décadas em outra função na Secretaria Municipal de Saúde.
 
GRATIFICAÇÃO
 
Na gestão passada, a prefeitura de Ji-Paraná propôs uma gratificação mensal de 600 reais, que foi aprovada pela Câmara, para servidores da saúde. Os trabalhadores receberam o benefício até fim do ano passado. 
 
CONTINUIDADE
 
O atual prefeito, Isaú Fonseca, ao assumir o cargo teria prometido manter a gratificação até o mês de agosto. A questão é que, já estamos no fim de abril, e o prefeito nunca teria pago a gratificação.
 
SOLICITAÇÃO
 
Atendendo sugestão da vereadora Rosana Pereira, a servidora organizou um grupo para fazer um abaixo assinado, que teria a participação de todo o pessoal da saúde, para formalizar a reivindicação da gratificação junto ao prefeito. 
 
DIREÇÃO
 
A diretora do Hospital de Ji-Paraná ficou sabendo do movimento e avisou o prefeito que imediatamente teria mandado transferir a servidora para um departamento distante da casa onde ela mora e para trabalhar como zeladora. 
 
JUSTIÇA
 
Inconformada com a retaliação à servidora, a vereadora Rosana Pereira entrou na justiça e conseguiu liminar que mantém a trabalhadora na função que ela sempre desempenhou. 
 
 
DECISÃO
 
Em seu despacho, o Juiz enfatiza que é notória a qualificação da servidora na atividade que desempenha e que não viu motivos que justificassem sua
transferência para uma função que pouco teria desempenhado.
 
OPINIÃO
 
Não vejo problema nenhum em a servidora, ou qualquer outra pessoa, trabalhar como zeladora ou serviços gerais onde quer que seja. É um trabalho digno e merecedor de respeito. A questão nesse caso, eu conversei com alguns colegas da servidora, é a evidente retaliação por uma reivindicação considerada justa.
 
CERTEZA
 
Estou tão tranquilo em relação ao meu entendimento sobre o caso, que parece racional diante das circunstâncias, que o nobre Juiz deferiu o pedido da liminar analisando pelo lado da qualificação da mulher e não pela função que ela foi aprovada em concurso.
 
CONTRAPONTO
 
Coloco a coluna à disposição de quem me apresentar um setor, um zinho sequer, em qualquer um dos poderes constituídos, onde não existem funcionários atuando em desvio de função. Nesse espaço, graças a Deus, a hipocrisia passa longe.
 
OUTRO LADO
 
A assessoria de imprensa da prefeitura de Ji-Paraná informou que a prefeitura está em dia com os pagamentos para os servidores da saúde. 
 
PROJETO
 
Há três semanas, a Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou lei que inclui pastores, padres e funcionários públicos que trabalham em Assistência Social no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.
 
CORRETO
 
Muito justo. Afinal, são pessoas que estão em contato permanente com a população e acabam se tornando vetores da doença. Além disso, estão também em risco constante juntamente com seus familiares.
 
TRAVOU
 
A questão é que o projeto se encontra adormecido no Governo do Estado. Ninguém sabe qual a razão da lei ainda não ter sido regulamentada.
 
TRAVOU 2
 
Embora não seja uma tarefa muito fácil entender algumas coisas que acontecem no Governo, esse projeto vem ao encontro de uma das bandeiras de Marcos Rocha que é a liberação de cultos religiosos com a presença de fiéis.   
 
NEGÓCIOS
 
Leitora Gabriela Geovelli mandou uma prova de uma de suas especiarias que até então era vendida só para os amigos mais próximos. É uma receita de molho caseiro artesanal feito com azeite, alho, manjericão, alecrim, pimenta murupi e dedo de moça, louro. Gabriela tem outras receitas que são exóticas e bem saborosas. Quem quiser saber mais ou encomendar um dos molhos pode entrar em contato pelo telefone 99217-3295.
 
Direito ao esquecimento

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