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ESPAÇO ABERTO: Até onde é possível confiar nos números apresentados por pesquisas eleitorais

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

03 de Novembro de 2020 às 08:58

Atualizada em : 04 de Novembro de 2020 às 08:29

Foto: Divulgação

QUASE NA HORA 
 
Estamos a 12 dias das eleições e não há nada decidido em Porto Velho. Até mesmo raposas velhas da política local não arriscam com segurança quem seriam os candidatos com maiores chances de chegar ao segundo turno.
 
CERTEZA
 
Aliás, segundo turno parece ser unanimidade entre os políticos. Ninguém arrisca dizer que existe a possibilidade de um candidato conseguir mais de 50% dos votos em 15 de novembro e ganhar a eleição no primeiro turno.
 
PESQUISAS
 
O que mais me surpreende nas conversas com coordenadores de campanha são os resultados que cada um tem de suas pesquisas internas. Há sempre um levantamento que indica a presença de seu candidato no segundo turno.
 
POSSIBILIDADE
 
O que chama atenção também é a presença de um mesmo nome no segundo turno. A maioria dos coordenadores aponta seu candidato disputando com um nome que tem aparecido forte nos levantamentos.    
 
CHANCES REAIS
 
Os coordenadores enfatizam que o candidato forte, que tudo indica chegará ao segundo turno, não teria fôlego para conseguir mais votos além daqueles que lhe manterem na disputa para nova votação em 29 de novembro.
 
NÃO CONCORDO
 
Eu discordo desse raciocínio. E nem adianta vir com a conversa de rejeição pois quando chega na hora, normalmente, quem está forte consegue se manter mais forte ainda.
 
JUSTIFICATIVA
 
Um nome que as pessoas dizem que ninguém morre de amores por ele conseguir chegar a um segundo turno é porque existe um diferencial. O candidato pode até não ser a cereja do bolo, mas com uma militância forte ele vai longe.
 
VOTAÇÃO
 
No caso de Porto Velho, se houver segundo turno, a quantidade de votos de ambos os candidatos no primeiro turno pode já dar uma luz sobre quem poderá
vencer o pleito. Parece muito óbvio, mas não é.
 
TRANSFERÊNCIA DE VOTOS
 
Dependendo dos nomes que chegarem ao segundo turno poderá ocorrer voto de protesto, mesmo que haja acordo entre partidos. É claro que existe a turma do Maria Vai Com as Outras e o grupo da Lei de Gerson. Mas não vejo isso como fator decisivo no processo.
 
SEM ÂNIMO
 
Nessas eleições, além do desgaste natural da política a pandemia também alterou a rotina de campanha. Os tradicionais abraços, beijos e fotos com criança no colo tiveram que dar lugar a um afastamento social que prejudicou o corpo a corpo. 
 
ESTRATÉGIA
 
Nessa reta final, além dos candidatos reforçarem o marketing político eles terão que se preparar para o Debate do Rondoniaovivo que acontece na quinta-feira da semana que vem, às 19h, no auditório da Faculdade Sapiens.
 
CONTRADITÓRIO
 
No Debate, os candidatos terão a oportunidade de reforçar propostas e até questionar promessas que andam sendo feitas. Tem cada coisa sendo usada para conquistar o voto que é até  difícil  de acreditar de que alguém em sã consciência possa prometer tanto absurdo.
 
CABO ELEITORAL
 
A chuva de sábado foi um prato cheio para os candidatos que estão com a solução para todos os problemas da cidade. Muitos vídeos foram divulgados nas
redes sociais mostrando vários pontos de alagamento.
 
CRÔNICO
 
As alagações são uma dor de cabeça para a população. Qualquer chuva forte de 10 minutos deixa boa parte de nossa capital completamente sem condições de trafegabilidade. Os bueiros não dão conta e o que se vê é água pra tudo quanto é lado.
 
OBRAS
 
Quase todos os candidatos tem em seu plano de governo ações voltadas para resolver o problema. Consenso comum é a troca de manilhas para melhorar a vasão da água da chuva. O problema é que nesse caso dos alagamentos a população também precisa contribuir.
 
EDUCAÇÃO
 
Não adianta o gestor promover a troca de manilhas se o lixo e entulho continuarem sendo jogados na rua. Não há escoamento que resolva  se junto com a água vier tudo quanto é tipo de sujeira que possa provocar entupimento de bueiros.
 
BOM EXEMPLO
 
Ao escolher seus candidatos, a maioria dos eleitores observa, primeiro, se o candidato é honesto e se suas propostas são importantes e passíveis de ocorrer. São duas condições fundamentais para eleger um bom político.
 
MAU EXEMPLO
 
Agora, o que fazer se antes mesmo de conseguir se eleger alguns candidatos já são péssimos exemplos de cidadão? Na própria declaração de bens para a Justiça Eleitoral, o eleitor pode ter uma prévia de quem possa vir a ser seu representante junto ao município.
 
FISCALIZAÇÃO
 
No cruzamento de dados entre informações prestadas pelos próprios candidatos é possível descobrir algumas falcatruas vindas de quem se apresenta como um bom exemplo de cidadão. Durante a semana, um dos golpes será contextualizado por aqui.
Direito ao esquecimento

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