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ESPAÇO ABERTO: Corregedoria da PM vai investigar se policiais provocaram acidente que matou casal

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

27 de Outubro de 2020 às 08:51

Atualizada em : 27 de Outubro de 2020 às 15:25

Foto: Divulgação

CRIME
 
A morte de um casal que estaria fugindo de uma perseguição policial revela uma ação imprudente e desnecessária que ceifou as vidas de um rapaz de 26 anos e uma jovem de 22.
 
 
SEM CHANCE
 
O casal seguia pela avenida Tiradentes quando nas proximidades da avenida Rio Madeira foi atingido violentamente por um carro da PM. As vítimas foram
jogadas contra árvores localizadas no canteiro central e morreram na hora.
 
FOI EMBORA
 
Várias detalhes chamam atenção no vídeo. Primeiro que a viatura que atingiu o casal não aparentava fazer apenas acompanhamento como determina uma norma interna da PM. A imagem é clara e mostra o casal sendo atingido com violência.
 
SEM REGISTRO
 
Outra questão a ser observada é que o boletim de ocorrência não relata a colisão entre a viatura e a moto. Apenas é citado que o piloto perdeu o controle da motocicleta e bateu nas árvores. Diferente do que foi registrado pelas imagens da câmera de segurança de um comércio.
 
OUTRO LADO
 
A Polícia Militar informou que já abriu sindicância para analisar as imagens e verificar a ação realizada pelos policiais durante a perseguição. Se for constato que
houve excesso ou negligência, os PMs responderão pelo ocorrido.
 
OUTRO LADO 2
 
O setor de comunicação da Polícia Militar também informou que a Corregedoria da PM vai analisar a omissão do choque da viatura com a motocicleta que não
consta no boletim de ocorrência. 
 
EXEMPLO
 
No Rio de Janeiro, a Corregedoria da Polícia Militar deixou o discurso de lado e deu um exemplo de como devem ser tratadas as questões óbvias. Na manhã de ontem, policiais militares jogaram uma viatura sobre um motociclista que voltava da padaria para abordá-lo.
 
REGISTRO
 
Uma câmera de segurança gravou a ação. Logo após atingir a moto, os PMs desceram da viatura e usaram de violência para abordar e revistar o rapaz caído ao chão. Moradores do bairro publicaram as imagens nas redes sociais.
 
CORREGEDOR
 
A TV Bandeirantes fez reportagem sobre a ação dos policiais e questionou a PM. A Corregedoria recebeu as imagens e não pensou duas vezes ao ver o vídeo. Condenou o ato excessivo, afastou os policiais das ruas e abriu sindicância para apurar o procedimento.
 
PRÊMIO
 
Estagiários, instituições de ensino e empresas são o público alvo do Prêmio IEL de Estágio, cujas inscrições para a edição 2020 começaram ontem e vão até 30 de novembro, acessando Prêmio IEL. A premiação está focada em projetos inovadores voltados ao conceito de inovação e regras definidas no regulamento.
 
TRÊS CATEGORIAS
 
São três as categorias do Prêmio IEL de Estágio. Projetos Inovadores; Empresa Inovadora e Educação Inovadora. A iniciativa visa estimular o empreendedorismo, a qualificação de talentos e o desenvolvimento das empresas.
 
RECONHECIMENTO
 
A gestora estadual do Prêmio IEL em Rondônia, Maria de Nazaré Viana dos Santos lembrou que as empresas reconhecidas ganham mais visibilidade e atraem
os melhores estagiários. O reconhecimento aos estagiários também é fundamental, principalmente ao somar mais experiência à sua formação.
 
INSTITUIÇÕES
 
Quanto às instituições de ensino, Maria afirmou que o reconhecimento ao ganhar o prêmio, amplia sua evidência nos cenários Estadual e Nacional, pois se tornam referencias pela responsabilidade social das ações e disseminação de bons exemplos.
 
PARA ESTIMULAR
 
O Prêmio IEL de Estágio foi criado com a finalidade de estimular a inovação e o desempenho, mediante das melhores práticas estágio, premiando os projetos inovadores, executados pelas empresas, estudantes e instituições de ensino, durante o programa de estágio em nível nacional, além de promover a interação com grandes empresas. 
 
CULTURA
 
A Cultura no governo Hildon Chaves encerra as atividades este ano do jeito que começou quatro anos atrás. Sem nenhum projeto interessante voltado ao estímulo de novos talentos ou obras com gente daqui.
 
CONVERSA
 
Logo no início da gestão cheguei a conversar com Ocampo Fernandes, diretor da Fundação de Cultura. Me disse que tinha muitas ideias que tornariam a Fundação de Cultura um órgão atuante e de apoio ao talento e à arte.
 
45 MESES DEPOIS
 
Passados quase quatro anos, Ocampo encerra sua gestão de forma discreta. A revitalização da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, diga-se de passagem
realizada com dinheiro da Usina de Santo Antônio, é apresentada como uma grande realização da pasta. 
 
PONTUAL
 
Servidores da cultura afirmam que Ocampo atendeu apenas um setor cultural em sua gestão. O da música. Entre os beneficiários estaria uma banda musical pertencente ao filho dele.
 
SÓ PROMESSA
 
Entidades  culturais também se queixam da promessa não cumprida de revitalização do antigo armazém da Enaro e do local onde funcionava o museu. Segundo os produtores culturais, chegou a ser assinado compromisso junto ao MP, IPHAN e TCU. O acordo teria ficado só no papel. 
 
OUTRO LADO
 
O diretor da Fundação Cultural de Porto Velho, Ocampo Fernandes, disse que sua gestão foi a que mais atendeu a cultura nos últimos anos. Ele mandou um banner com todas as ações realizadas. 
 
 
OUTRO LADO 2
 
Os produtores culturais dizem que as colocações de Ocampo não são verdadeiras. Afirmam que o projeto Som Livre, o evento do Dia da Cultura e a Conferência
Municipal de Cultura só foram realizados em 2017.
 
OUTRO LADO 3
 
Os produtores alegam ainda que o Conselho Municipal de Cultura nunca foi chamado para participar de discussões promovidas pela Funcultural.
Direito ao esquecimento

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