Fernando Máximo lidera, mas Sílvia Cristina, Bruno Scheid e Mariana Carvalho aparecem próximos na corrida pelas duas cadeiras
Foto: Divulgação
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A disputa pelas duas vagas de Rondônia no Senado Federal aparece equilibrada entre quatro candidatos na pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) pela Rede Amazônica. Dr. Fernando Máximo (PL) lidera com 17% das menções na soma dos votos para as duas vagas, seguido por Sílvia Cristina (PP) e Bruno Bolsonaro Scheid (PL), ambos com 11%, e Mariana Carvalho (Republicanos), com 10%.

O levantamento mostra uma diferença de apenas sete pontos percentuais entre o primeiro e o quarto colocado, cenário que mantém aberta a disputa pelas duas cadeiras que serão renovadas em Rondônia nas eleições de 4 de outubro.
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Em 2026, cada eleitor terá de escolher dois candidatos diferentes ao Senado. A regra faz com que a disputa tenha dinâmica própria: um mesmo eleitor pode votar em dois nomes e, por isso, os percentuais não devem ser interpretados como uma eleição convencional de apenas uma vaga.
Na chamada combinação de votos totais, que reúne as menções dos eleitores para a primeira e a segunda vagas, Fernando Máximo aparece com 17%.
Na sequência estão Sílvia Cristina e Bruno Scheid, com 11% cada, e Mariana Carvalho, com 10%.
O segundo pelotão é liderado por Acir Gurgacz (PDT), com 5%, seguido por Luciana Oliveira (PT), com 4%. Engenheiro Thulio (Missão), Luis Fernando (PSD) e Neidinha (PSB) têm 1% cada. Aires Mota (PV) não alcançou 1%.
O dado mais importante, porém, está fora do grupo dos candidatos: 26% estão indecisos e 13% afirmam que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.
Quando a Quaest separa as respostas entre primeira e segunda vaga, Fernando Máximo permanece na liderança.
Para a primeira vaga, ele aparece com 20%, seguido por Sílvia Cristina, com 16%; Bruno Scheid, com 12%; e Mariana Carvalho, com 10%.
Já na segunda vaga, Fernando Máximo tem 15%, Bruno Scheid aparece com 10%, Mariana Carvalho com 9% e Sílvia Cristina com 6%.
A diferença mostra que a ordem dos candidatos muda conforme o eleitor escolhe a primeira ou a segunda opção.
Na primeira vaga, 20% dos eleitores estão indecisos, enquanto na segunda o índice sobe para 32%.
Isso significa que a segunda cadeira apresenta um eleitorado ainda menos definido.
Considerando a combinação das duas escolhas, 26% permanecem indecisos. Portanto, embora quatro candidatos estejam atualmente à frente, a pesquisa não permite considerar as duas vagas consolidadas.
A pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados — evidencia o tamanho da indefinição.
83% dos entrevistados não souberam apontar espontaneamente um candidato ao Senado.
Fernando Máximo e Sílvia Cristina aparecem com 3% cada, enquanto Bruno Scheid e Mariana Carvalho têm 2% cada. Acir Gurgacz e Luciana Oliveira registram 1% cada.
O resultado indica que o eleitorado ainda está muito distante de uma decisão consolidada quando precisa lembrar espontaneamente os candidatos.
A pesquisa também mediu a relação dos eleitores com os candidatos, separando aqueles que conhecem e votariam, os que não conhecem e os que conhecem, mas não votariam.
Fernando Máximo apresenta o maior percentual de eleitores que afirmam conhecê-lo e votar nele: 37%. Ao mesmo tempo, 47% dizem não conhecê-lo e 16% afirmam conhecê-lo, mas não votar nele.
Sílvia Cristina tem 27% de conhecimento com intenção de voto, 57% não a conhecem e 16% dizem conhecê-la, mas não votariam nela.
Bruno Scheid aparece com 21% de eleitores que conhecem e votariam, enquanto 64% afirmam não conhecê-lo e 15% dizem conhecê-lo, mas não votar nele.
Mariana Carvalho tem 25% de eleitores que conhecem e votariam, 53% que não a conhecem e 22% que a conhecem, mas não votariam.
Entre os principais nomes da disputa, Acir Gurgacz apresenta o maior índice de rejeição, com 23% dos entrevistados dizendo que o conhecem, mas não votariam nele.
Mariana Carvalho aparece logo atrás, com 22%.
Sílvia Cristina tem 16% de rejeição, Fernando Máximo também 16% e Bruno Scheid 15%.
O dado pode ganhar importância durante a campanha, principalmente porque uma disputa com quatro candidatos próximos pode ser decidida por pequenas alterações no eleitorado.
A Quaest também perguntou se a escolha do eleitor é definitiva. 58% afirmam que a decisão já está tomada, enquanto 42% dizem que ainda podem mudar o voto até 4 de outubro.
O percentual reforça a possibilidade de mudanças no ranking durante a campanha.
No caso do Senado, a disputa é particularmente sensível porque cada eleitor precisa escolher dois nomes. Assim, um candidato pode ser a primeira opção de determinado eleitor e outro candidato ocupar a segunda escolha.
Nas eleições de 2026, serão escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, renovando 54 das 81 cadeiras do Senado.
Em Rondônia, portanto, os eleitores escolherão dois representantes para um mandato de oito anos.
A combinação de quatro candidatos tecnicamente próximos, elevado número de indecisos e 42% de eleitores que ainda admitem mudar de voto deixa a corrida pelas duas cadeiras aberta.
A pesquisa RO-05711/2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 19 de agosto, foi realizada pela Quaest Pesquisas, Consultoria e Projetos Ltda., contratada pela Rede Amazônica Rádio e Televisão.
Foram entrevistadas 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado por R$ 131.253, pagos com recursos próprios da contratante, e também avaliou a corrida para o Governo de Rondônia.
Registros no TSE: RO-05711/2026 e BR-00490/2026.
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