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BEATLES: Nesta terça-feira completa quarenta anos do assassinato de John Lennon, ocorrido em 1980

Jornal da Paraíba - Silvio Osias

08 de Dezembro de 2020 às 08:20

Foto: Divulgação

Lennon, 40 anos esta noite. “O sangue jorrava do peito e da boca…John tossiu uma vez, vomitando sangue e pedaços de tecido”

 

Nova York, oito de dezembro de 1980.

 

No início da noite, John Lennon saiu do edifício Dakota, onde morava, para ir ao estúdio com Yoko Ono.

 

Uma foto registrou o momento em que, na calçada, autografou o álbum Double Fantasy para Mark Chapman, um jovem de 25 anos.

 

Na volta para casa, horas depois, foi assassinado com vários tiros de revólver disparados por Chapman.

 

Nesta terça-feira, oito de dezembro de 2020, faz 40 anos.

 

Jay Hastings, porteiro do Dakota, foi a primeira pessoa a socorrer Lennon.

 

No livro A Balada de John e Yoko, editado pela Rolling Stone e lançado no Brasil em 1983, Gregory Katz narra como foi:

 

“Hastings estava lendo uma revista, pouco antes de onze horas, quando ouviu vários tiros fora do edifício, e depois sons de vidro estilhaçado. Sobressaltou-se, e ouviu alguém subindo a escada do escritório.

John Lennon cambaleou porta adentro, no rosto um olhar confuso, terrível. Yoko entrou logo depois, gritando: ‘John foi baleado, John foi baleado’.

 

A princípio, Hastings pensou que aquilo fosse uma brincadeira maluca. Lennon andou vários passos e caiu, espalhando pelo chão as fitas cassete que tinha nas mãos, gravadas na última sessão de que participaria.

 

Hastings apertou um alarme que chamava a polícia e correu para junto de John. O angustiado porteiro delicadamente tirou os óculos de Lennon, que pareciam fazer pressão em seu contorcido rosto. Em seguida, tirou seu paletó azul do Dakota e cobriu Lennon; depois tirou a gravata para usar como torniquete, mas não havia lugar para aplicar um torniquete. O sangue jorrava do peito e da boca de John, seus olhos estavam abertos, porém desfocados. John tossiu uma vez, vomitando sangue e pedaços de tecido.

Contra a vontade de Yoko, a polícia virou o corpo de Lennon para avaliar os ferimentos.

 

Disseram que não podiam esperar a ambulância, e cuidadosamente ergueram-no do chão. Hastings, segurando o braço e ombro esquerdos de Lennon, ouviu ruído de ossos partidos enquanto carregavam-no para fora. O corpo de Lennon estava rígido, seus braços e pernas caídos, e assim foi colocado num carro de polícia para ser levado até o Hospital Roosevelt.

 

Yoko subiu num segundo automóvel, Hastings voltou para o edifício e ficou esperando no escritório. Trinta minutos depois a notícia chegou ao Dakota: John Winston Ono Lennon, marido e pai, de quarenta anos, tinha morrido.”

 

Direito ao esquecimento

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