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COMUNICAÇÃO: Rádio criada por professor e alunos do Orlando Freire completa dez anos

A emissora, denominada Rádio Falante, funciona dentro da escola e tem por objetivo incentivar os alunos em atividades extracurriculares

abpeducom

25 de Abril de 2020 às 08:34

Foto: Divulgação

A Rádio Falante Orlando Freire completou, no dia 10 de abril, dez anos de atividade ininterrupta. O projeto de rádio-escola é desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Orlando Freire, em Porto Velho (RO), e conta com o apoio do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da Secretaria de Educação do Estado de Rondônia. Desde sua criação, a rádio passou por transformações e conquistou o reconhecimento de um público para além da instituição.

 

O projeto desenvolvido na escola tem a preocupação de envolver todos os alunos, além de servir como lugar de formação extracurricular para os estudantes diretamente envolvidos nas tarefas diárias. As atividades da rádio possibilitam a apreensão e aperfeiçoamento de conhecimentos, habilidades e técnicas de natureza educomunicativa.

 

Muitos alunos saíram do projeto e iniciaram trabalho no mercado de mídia e comunicação, como a aluna Larissa Maria Anita Ferreira de Sousa, selecionada para um estágio como menor aprendiz na TV Rondônia, afiliada da Rede Globo.

 Após a experiência, ela foi contratada para trabalhar em uma grande emissora de rádio. Outra aluna que ganhou destaque na rádio e foi instigada a prosseguir na área de comunicação é Kimberlly Crive Moura, que cursa Publicidade e Propaganda e já está atuando no mercado de trabalho da área de comunicação.

 

Em 2012, o projeto ocupou um espaço na grade da rádio comunitária Transamazônica, na qual permaneceu até 2014 com programas transmitidos aos sábados no período da tarde. O programa Rádio Falante também foi reconhecido com votos de louvor pela Assembleia Legislativa de Rondônia e pela Câmara Municipal de Porto Velho, além de ter ganhado em primeiro lugar o prêmio “Construindo a Nação de 2013”, organizado pelo Instituto Cidadania Brasil, na categoria Iniciativa Pública e Privada.

 

 

Alunos no estúdio da rádio em atividades de locução e operação de som

Recentemente, o projeto serviu como estudo de caso em um Trabalho de Conclusão de Curso defendido no curso de Jornalismo da União das Escolas Superiores de Rondônia, além de ter sido tema de trabalho em uma pós-graduação da Faculdade Católica de Rondônia.

 

 A rádio já foi destaque nacional no Portal do Ministério da Educação e em duas matérias veiculadas em nível nacional pela Rede Globo: uma delas no Jornal Hoje e a outra no “Como Será?”, programa apoiado pelo projeto social Amigos da Escola, também da emissora.

 

Equipe

 

A primeira equipe da rádio foi formada pelo idealizador e coordenador do projeto Reinaldo Ramos das Neves, professor da escola, e por algumas alunas que se dispuseram a exercer as funções de locutoras e operadora de áudio. Após essa primeira formação, juntaram-se ao time os professores Alcemir Ribeiro e Suely Souza.

O acolhimento e implantação do projeto na escola foram possibilitados pela gestão das professoras Olinda Lacerda Monteiro (diretora) e Valda Nogueira (vice-diretora).

 

Segundo Neves, a rádio segue, desde a sua fundação, o princípio de servir à comunidade um espaço comunicativo transformador, que ultrapasse o sentido protocolar e instrumental do meio: “Nosso projeto nasceu da possibilidade de fazer um projeto de ação permanente, aproveitando os equipamentos de outros projetos”. Ele explica que a Rádio Falante “nasceu não com ‘aquela’ proposta de tocar músicas e recadinhos, e sim com o segmento informativo, priorizando notícias e informações com o objetivo de trazer as comunidades do entorno e distantes da escola para o espaço escolar”.

 

Para ele, a rádio pode ser classificada como um projeto que agrega Tecnologias da Informação e Comunicação para consolidar uma mídia educativa atuante na formação de jovens. “Nosso projeto oportuniza isso aos nossos alunos: a expressão no segmento de rádio e TV, a elevação da autoestima e o encaminhamento dos jovens para o mercado de trabalho. Tudo isso com muita criatividade”, acrescenta Neves.

 

A cada ano, os coordenadores estabelecem processos de recrutamento e qualificação de novos alunos para atuar na rádio e conduzir o legado deixado por colegas anteriores. Nesta primeira década de atividade, as equipes do projeto adquiriram um estilo próprio e plural, guiado pela criatividade, cooperação e trabalho mútuo entre gestores, professores e estudantes.

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