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Atividades culturais diminuem risco de depressão em idosos

Segundo a autora do estudo, Daisy Fancourt, “no geral, as pessoas conhecem os benefícios de comer cinco vezes por dia e se exercitar, mas há muita pouca consciência de que as atividades culturais também possuem benefícios similares”.

Funiber

30 de Março de 2020 às 09:58

Foto: Divulgação

Estudo realizado pela University College London, ir regularmente ao cinema, museu ou teatro poderia reduzir consideravelmente o risco de depressão nas pessoas maiores de 50 anos.

 

A pesquisa, publicada no The British Journal of Psychiatry, relatou que as pessoas que iam ao cinema, visitavam peças de teatro ou exposições durante alguns meses tinham um risco 32% menor de desenvolver depressão. No caso dos participantes que realizavam estas atividades uma vez por mês ou mais, estes tinham 48% menos de probabilidades de padecer da doença.

 

Segundo a autora do estudo, Daisy Fancourt, “no geral, as pessoas conhecem os benefícios de comer cinco vezes por dia e se exercitar, mas há muita pouca consciência de que as atividades culturais também possuem benefícios similares”.

 

Durante a pesquisa foram examinados dados de mais de 2.000 pessoas, obtidos pelo English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), um estudo que coleta dados multidisciplinares de uma amostra representativa da população inglesa de 50 anos ou mais.

 

Graças a este estudo, Urszula Tymoszuk e a doutora Fancourt puderam analisar pesquisas e entrevistas realizadas ao longo de dez anos, nas quais encontraram informações sobre a frequência com que os idosos realizavam atividades culturais ou se haviam sido diagnosticados com depressão.

 

Como apontam no portal EurekAlert!, os pesquisados acreditam que o poder destas atividades culturais está no fato de que se tratam de uma combinação de interação social, criatividade, estimulação mental e atividade física suave.

 

A doutra Fancourt destaca que os resultados surpreenderam gratamente e acrescenta que foi encontrada a mesma relação entre o compromisso cultural e a depressão entre as pessoas com mais ou menos riqueza, assim como com diferentes níveis de educação. “O único que difere é a frequência de participação”, afirma.

 

Para todos os interessados no estudo de temas relacionados aos idosos, a FUNIBER patrocina o Mestrado em Gerontologia. Este mestrado centra-se no estudo dos processos de envelhecimento dos indivíduos e leva em consideração desde as mudanças físicas, sociais e mentais, até a investigação das mudanças na sociedade decorrentes do crescente envelhecimento da população.

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