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Documentário Caçambada Cutuba começa a ser gravado em Porto Velho - foto

Documentário Caçambada Cutuba começa a ser gravado em Porto Velho - foto

Da Redação

05 de Julho de 2008 às 06:28

Foto: Divulgação

O atentado de Porto Velho e a última visita de Che Guevara ao Brasil serão abordados Começa a ser gravado a partir do dia 8 de julho, em Porto Velho, Rondônia, o documentário Caçambada Cutuba, titulo regional que denomina o embate político entre a oligarguia comandada pelo Cel. Aluízio Ferreira, a dos Cutubas e os Peles-Curtas, agrupamento que reunia socialistas, comunistas e democratas, sob a sigla do Partido Social Progressista (PSP), com grande apoio das camadas populares. Está previsto para desembarcar no aeroporto Jorge Teixeira, as 13,30h, no vôo 3546 da TAM, vindo do Rio de Janeiro, a equipe de filmagem formada pelo diretor geral Délcio Teobaldo, Toni Nogueira e Zola Xavier. Com base nas pesquisas e pré-produção feitas pelo jornalista Zola Xavier da Silveira, rondoniense de Abunã e radicado no Rio de Janeiro desde 1972, o documentário reconstitui com fotos, fragmentos de filmes e relatos, uma parte da história recente do Oeste brasileiro, nunca contada antes. “Vamos utilizar fatos paralelos, como o fim do Governo Vargas, a inauguração de Brasília e a transição dos governos JK, Jânio Quadros e João Goulart, como uma moldura até focar o atentado politico da noite de 26 de setembro de 1962, quando uma caçamba, sob ordem dos Cutubas, massacrou os presentes ao comício dos Peles-curtas, em praça púiblica”, adianta o roteirista e diretor geral Délcio Teobaldo. Apesar da gravidade do caso e da vitória da oposição, com a eleição do Dr. Renato Medeiros, o número de mortos e de feridos é uma incógnita. “Foi preciso que eu voltasse à minha terra natal, 36 anos depois e começasse a demonstrar interesse pelo caso, para que as vozes fossem ressuscitadas”, conta Zola Xavier. O resultado deste reencontro de Zola com o legado político que recebeu do pai, o também jornalista e comunista, Dionísio Xavier da Silveira, foi uma catarse coletiva, quando companheiros de militância do velho Dió, como Dionísio era conhecido, renegaram o medo e o silêncio. Mais que relembrar o atentado como um fato isolado, o filme busca no entorno sócio-político, evidências que comprovam a importância estratégica de Rondônia no projeto brasileiro da soberania sul-americana. Neste aspecto, a história ganha relevância quando, numa noite de 1967, um forasteiro chega a Porto Velho-Rondônia, buscando apoio para seguir viagem rumo a Bolívia. Seu contato com o velho Dió e Cloter Mota, ambos membros do Partido Comunista é feito através do líder estudantil João Lobo. Depois de pernoitar na cidade, sob proteção do Partido Comunista, o forasteiro partiu de madrugada pela Estrada de ferro Madeira-Mamoré. Alguns meses depois chegou a notícia que aquele forasteiro era o guerrilheiro Ernesto Che Guevara, fuzilado nas selvas Bolivianas. Esta história que o mundo desconhece é outra revelação do filme que tem lançamento previsto para 2010, ano emblemático para a hegemonia sul-americana. Em 2010, a “XX Cúpula Ibero-Americana”, que será realizada na Argentina, terra natal de Che, coincide com a inauguração, no município de Maricá, Estado do Rio de Janeiro, de uma escola de cinema com produções que privilegiam a etinicidade, a revisão histórica e o intercâmbio continental, como prevê a Declaração de Córdoba (Espanha, junho de 2005). REALIZAÇÃO A DGT Filmes (www.dgtfilmes.com.br) é uma produtora de vídeo que atua principalmente na realização de documentários. Angra dos Reis, Piauí, México, Índia, Cuba, Camboja, Uzbequistão e Quirguistão foram alguns dos lugares por onde a equipe da DGT passou, nos últimos 4 anos, produzindo documentários que buscam contar histórias dos habitantes e aspectos culturais das regiões. Esportes e ecoturismo são outros temas freqüentes nos trabalhos. A produtora faz também vídeos institucionais e videoclipes, combinando qualidade de som e de imagem com o uso de equipamentos digitais. PRODUÇÃO Délcio Teobaldo – Roteiro e Direção Geral: Escritor, jornalista, ensaísta, radialista, radioator, dramaturgo, artista plástico, etnomusicólogo (cantos, percussões, violão, letrista, arranjador), produtor, autor, roteirista, editor e diretor de TV e cinema. Professor de Comunicação Social (UniverCidade, Fundação MUDES); como professor convidado ministrou palestras aulas na Universidade Federal Fluminense, Faculdades Hélio Alonso, Pinheiro Guimarães, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Cândido Mendes, PUC-Rio. Ex-redator do Diário do Commércio (MG), O Fluminense, O Globo; colaborador de Bundas; editor do LIG Jornal; Revista Evidência; coordenador editorial da revista Batucadas Brasileiras. Repórter, produtor e coordenador de produção de O povo na TV (SBT Rio e São Paulo). Consultor pedagógico da ONG “Instituto Primeiros Traços” (www.falacrianca.org.br), nas áreas de Educação, Direitos e Cidadania infanto-juvenil. Coordenador geral da organização Kabula Rio – Kabula Brazilian Intercultural Exchanges (www.kabula.org). Projeto Kabula Rio & International - Cidadão Global (Go back yard concept), 2008. É Técnico de Comunicação Social na Gerência Executiva da TVBrasil. Autor-roteirista de “Conversa Afinada”, minissérie de Música Popular Brasileira (www.tvbrasil.org.br/conversaafinada).
Direito ao esquecimento

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