Desde o último domingo (09) o Cineoca vem exibindo filmes do projeto Itaú Cultural. Produções de destaque dentro do cenário nacional, na próxima sessão, no domingo (16), a programação será variada. Confira. >>>
* Desde o último domingo (09) o Cineoca vem exibindo filmes do projeto Itaú Cultural,
que estimula a produção artística e cultural do país, mapeando artistas de
diversas áreas. “O projeto Rumos já apoiou o desenvolvimento de 535 projetos em
Artes Visuais, Cinema e Vídeo, Música, Dança, Literatura e Mídia Arte. Desde a
sua criação, em 1997, levou a obra de quase 800 artistas a mais de 1,8 milhão de
pessoas”, informa o encarte do programa que traz dessa vez quatro novos
documentários para o público de Porto Velho, através do Cineoca.
* O Cineclube de Porto Velho já exibiu a edição de 2006 do prêmio documentários
com títulos como “Carrapateira Não tem Mais Ciúmes da Apolo 11”, “Garota Zona
Sul”, “Sertão Acrílico Azul Piscina” e Aristocrata Clube”, agora põe em cartaz
filmes de 2006, todas produções de destaque dentro do cenário nacional tais como
33, de Kiko Goifman, que conta a trajetória do diretor para encontrar a sua mãe
biológica a partir de dicas de detetives. O documentário 33 será apresentado
neste domingo, dia 9 , às 17 horas, no audicine do Sesc Esplanada.
*Outro destaques da programação, a ser exibido nos próximos domingos, é o filme O
Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento, que mostra a vida dos
detentos do Carandiru, que, com a câmera em punho, mostram uma realidade antes
desconhecida pelos espectadores.
* O projeto Rumos Itaú Cultural é mais uma parceria do Cineoca, através do Sesc,
um dos divulgadores do programa. Além desses o cineclube também conta com apoios
importantes como a Brasil Telecom, Secel e Fundação Iaripuna. “É através de
parceiros assim que conseguimos manter uma programação de qualidade, de acordo
com a proposta do Cineoca”, conclui Myrela França, presidente do cineclube.
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Confira as sinopses dos Documentários dos Rumos Itaú Cultural
*33 - 74 min
*Um documentário de busca, no qual o diretor propõe encontrar sua mãe biológica.
Kiko Goifman sempre soube que era filho adotivo, e aos 33 anos, no prazo de 33
dias, se aventura numa experiência em que sua vida pessoal e de seus familiares
passa a ser investigada. Descobrindo pista e levantando provas sobre sua origem,
o filme é como um diário que revela as iniciativas, angústias e incertezas do
diretor. Misturando diversos gêneros cinematográficos – entre eles o fim noir -,
33 trata do universo peculiar dos detetives, que atuam num terreno movediço
entre o legal e o ilegal, o público e o privado.
*ERRA-ME – 12 min
*“Me erra” é um jargão usado pelos boxeadores da Academia Nobre Arte, que
funciona há 12 anos no Morro do Cantagalo, Rio de Janeiro, como uma iniciativa
pioneira de boxe amador e trabalho comunitário. O documentário acompanha a
rotina dos pugilistas nascidos e criados na favela, mostrando a importância do
boxe em suas vidas e como o e como o esporte transforma a realidade de uma
comunidade carente.
*O PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO – 123 min
*Um ano antes da desativação da Casa de Detenção do Carandiru, ocorrida em
setembro de 2002, detentos aprendem a usar câmeras de vídeo e documentam o
cotidiano do maior presídio da América Latina. Investigativo na sua abordagem, o
documentário revela a intimidade e a rotina da vida no cárcere através do ponto
de vista dos próprios presos.
*BARRA 68
*A luta do antropólogo Darcy Ribeiro no inicio dos anos 60 para criar e implantar
a Universidade de Brasília (UNB). O filme resgata através de depoimento e imagem
de arquivo os momentos daqueles anos de chumbo, quando a cidade e universidade
foram marcados pelos acontecimentos políticos e repressão. A crise se arrastou
por quatro longos anos e em 1968 as ruas de Brasília assistiram aos embates
entre os estudantes e a polícia.