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CORONAVÍRUS: 'Ou faz o isolamento total, ou vai morrer mais gente', diz Hildon Chaves

O prefeito deixou claro que um decreto restritivo só é possível com a participação de todos os poderes

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

19 de Junho de 2020 às 11:20

Atualizada em : 20 de Junho de 2020 às 09:40

O prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta sexta-feira (19) para falar sobre as ações da prefeitura e a atual situação frente ao combate do COVID-19 na cidade.

 

Dessa vez, Chaves foi incisivo com a gestão executiva estadual, afirmando em diversos momentos que o governo do Estado vem promovendo o que ele chamou de “cantilena” com relação às medidas de enfrentamento ao vírus.

 

“Tem que fazer de verdade, tem que ter pulso para fazer o lockdown, porque é a única ação que vai acabar com esse vírus, eu tenho que ter o governo ao meu lado. Ou vai morrer mais gente, ou faz o isolamento como tem que ser feito”, disse Hildon Chaves.

 

 

Sobre a falta de medicamentos na rede municipal de Saúde, o prefeito confirmou esse problema e também alegou falta de posicionamento do Governo do Estado. De acordo com ele, um gestor precisa ter responsabilidade para passar informação correta à sociedade quanto o assunto é medicamentos.

 

“Momento de pandemia não é momento de se fazer politicagem, é hora de união, hora de trabalho. Temos todos os insumos a nossa disposição? Não. Isso é o que o gestor tem que falar. Quantos kits foram distribuídos na escada do palácio? Cento e poucas, e isso resolve alguma coisa? Não”, afirmou Hildon Chaves.

 

O prefeito de Porto Velho ainda emendou afirmando que não tem como trabalhar com um clima de competição eleitoral. “Façam uma força tarefa buscando medicamentos e não desinformando a população que está distribuindo, se distribuiu não foi na quantidade necessária, chegue perante a imprensa e fale a verdade”.

 

Sobre os leitos intermediários, Chaves afirmou não ser justa a cobrança da secretaria de estado da Saúde, uma vez que nunca foi de competência do Município esse tipo de medida.

 

O prefeito deixou claro que um decreto restritivo por parte do Executivo Municipal apenas será possível com a participação de todos os poderes, caso contrário, tornaria inviável a fiscalização e tomada de todas as medidas.

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