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CORONAVÍRUS: Isolamento pode afetar a mente e corpo, especialistas dão dicas

Sentimentos como solidão, tristeza, ansiedade e medo podem se agravar durante este período. Adotar novos hábitos são alternativas para lidar com o isolamento

ASSESSORIA

24 de Abril de 2020 às 15:04

Foto: Divulgação

O isolamento social tem alterado as percepções dos indivíduos neste tempo de pandemia. É comum ouvir as frases: “Não sei mais o que fazer na quarentena”,“preciso sair de casa”, “não suporto mais ficar aqui”, entre tantas outras frases. Quebrar as recomendações acerca do isolamento coloca em risco as medidas preventivas, e o que muitos não sabem é que é possível sim aprender com a quarentena adotando apenas hábitos simples e saudáveis, como explica a médica psiquiatra Thais de Carvalho Campos Vilela.
 
O primeiro passo, segundo ela, é entender a importância do isolamento nesse momento de combate à Covid-19, deixando de lado a percepção ruim e se abrir a novos aprendizados.
 
“É necessário cuidar da mente neste período, devido ao bombardeio de sentimentos causados pelas informações negativas. Podemos aprender muito com o isolamento se adortamos novos hábitos”, explicou a médica.
 
Entre os sentimentos mais citados estão o medo, a ansiedade, tristeza, pânico, depressão, entre outros problemas. O medo, segundo especialistas, é um dos principais por criar pânico e alterar os batimentos cardíacos no individuo, já que libera o hormônio da adrenalina, fazendo a mente reagir como se estivesse em perigo.
 
“Diariamente temos acesso a inúmeras informações que contribuem com o aumento do sentimento de medo. Por isso é importante ter um equilíbrio no consumo dessas notícias e agir sempre com cautela. Precisamos redobrar a atenção, mantendo sempre a calma e evitando o pânico”, alertou a médica.
 
Mas saber lidar com esses sentimentos não é tarefa fácil, por isso os especialistas citam algumas recomendações que podem ajudar.
 
CRIE NOVOS HÁBITOS
 
Pequenas atitudes contribuem com grandes mudanças, explica a médica. Adotar ou retomar a prática de hábitos saudáveis ajuda no equilíbrio da mente e do corpo. Ler um livro, escrever poemas ou textos, fazer uma pintura, ajudar pessoas que estão passando necessidades, entre outras ações são os primeiros passos para a mudança.
 
“Fazer atividades que tragam prazer e relaxamento ajudam nesse processo, como por exemplo fazer videochamadas com amigos e familiares, praticar atividades físicas no quintal de casa, além de fazer cursos onlines ou até mesmo aprender um novo idioma, são ótimos para ajudar no isolamento”, destacou.
 
TENHA EQUILÍBRIO
 
Assim como a alimentação, vida pessoal e profissional, a mente também precisa de equilíbrio. O consumo exagerado de informações negativas traz uma série de prejuízos conforme explicado pela especialista.
 
“Mesmo sendo um cenário preocupante, temos visto muitas coisas positivas, como pessoas que estão sendo curadas, voluntários que estão ajudando o próximo, dentre outras ações. O ideal não é ignorar as informações, mas saber filtrar os acontecimentos e aprender com eles”, relatou.
 
ADOTE UMA ROTINA
 
Com mais tempo em casa, as tarefas e obrigações aumentam. O momento é propício para aproximar os laços entre os membros da casa. afirma Thais. “Adotar uma rotina ajuda para que todos possam fazer atividades e compartilhar isso. Investir em brincadeiras, jogos educativos ou conversar sobre momentos em família  gera aproximação e conhecimento sobre cada um”, frisou.
 
CUIDE DE SI E DOS DEMAIS
 
Para quem perdeu um parente, amigo ou familiar nesse momento, lidar com a dor tem sido sacrifício. Fugir do luto só piora a dor, é importante enfrentar, entender e aprender a lidar com as emoções.
 
 
 
PROCURANDO AJUDA PROFISSIONAL
 
Além dessas recomendações, é importante saber quando procurar ajuda, afirma o médico psiquiatra Diones Carvalho. “Quando os sintomas começam a se agravar gerando perda do sono, de apetite ou aumento da fome, além da ansiedade, sensação de formigamento, aumento dos batimentos cardíacos, entre outros, é importante procurar ajuda profissional para receber orientações de como iniciar um tratamento adequado”.
Direito ao esquecimento

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