COMO EVITAR?: Engenharia social responde por 40% dos indícios de fraude digital no Brasil

Criminosos podem utilizar clonagem de voz, imagens manipuladas e documentos falsificados

COMO EVITAR?: Engenharia social responde por 40% dos indícios de fraude digital no Brasil

Foto: Magnific

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Golpes baseados em engenharia social representaram 40% dos indícios de fraudes financeiras registrados no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Quod. A estratégia envolve criminosos que se passam por funcionários de bancos, falsos atendentes de call centers e até agentes de operações policiais para induzir vítimas a fornecer dados ou realizar transferências.

 

A pesquisa identificou mais de 9 milhões de indícios de fraude, entre casos suspeitos e confirmados, nos seis primeiros meses do ano. O número representa alta de 10,26% em comparação com o segundo semestre de 2025. Mais de 3,6 milhões das ocorrências envolveram engenharia social.

 

Nesse tipo de golpe, o criminoso explora principalmente a confiança, o medo e a sensação de urgência da vítima. As abordagens podem ocorrer por ligações telefônicas, WhatsApp, SMS e e-mail, inclusive durante vários dias antes da tentativa de obtenção de dinheiro ou informações.

 

O avanço da inteligência artificial também tornou os golpes mais sofisticados. Criminosos podem utilizar clonagem de voz, imagens manipuladas e documentos falsificados para aumentar a aparência de legitimidade das abordagens.

 

Enquanto os fraudadores ampliam o uso de tecnologia, instituições financeiras também recorrem à inteligência artificial e à biometria comportamental para identificar operações suspeitas, analisando informações como dispositivo utilizado, horário, localização e histórico de transações.

 

Como evitar golpes de engenharia social

 

  • Desconfie de contatos inesperados:banco, polícia ou órgão público não deve ser tratado como legítimo apenas porque o interlocutor conhece seus dados.

 

  • Não forneça senhas ou códigos:instituições financeiras não pedem senha, código de autenticação, token ou código recebido por SMS durante uma ligação.

 

  • Não faça transferências sob pressão:pedidos urgentes para realizar Pix, pagar boletos ou “proteger” dinheiro são sinais de alerta.

 

  • Desligue e procure o canal oficial:se alguém disser que é funcionário do banco, encerre a ligação e entre em contato pelo aplicativo, site ou telefone oficial da instituição.

 

  • Não clique em links recebidos por mensagens:especialmente quando houver pedido de atualização cadastral, desbloqueio de conta ou pagamento.

 

  • Cuidado com chamadas de vídeo e voz:uma voz conhecida ou uma imagem aparentemente real não comprova a identidade de quem está do outro lado. A inteligência artificial pode ser usada para clonagem.

 

  • Confirme pedidos de familiares:se alguém solicitar dinheiro pelo WhatsApp, faça uma ligação para o número que você já possui e confirme a solicitação.

 

  • Ative mecanismos de segurança:utilize autenticação em dois fatores, biometria e alertas de movimentação sempre que disponíveis.

 

  • Evite compartilhar informações pessoais:dados como CPF, endereço, rotina, documentos e informações bancárias podem ser usados para tornar golpes mais convincentes.

 

  • Em caso de dúvida, pare a operação:não existe motivo legítimo para uma instituição exigir que você tome uma decisão financeira imediatamente.

 

A principal defesa contra a engenharia social é não agir sob pressão. O criminoso precisa convencer a vítima a tomar uma decisão antes que ela tenha tempo de verificar a informação. Interromper o contato e confirmar a situação por um canal oficial pode impedir o golpe.

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