Um estudo conduzido em Barcelona indica que o consumo regular de sardinha pode contribuir para a redução do risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2, especialmente em pessoas com pré-diabetes.
A pesquisa clínica, publicada na revista Clinical Nutrition, acompanhou adultos ao longo de 12 meses e observou que a inclusão do peixe na dieta trouxe melhorias relevantes em marcadores metabólicos, como resistência à insulina, níveis de triglicerídeos e pressão arterial.
Segundo os pesquisadores, o efeito está associado à combinação de nutrientes presentes na sardinha, como ômega-3 (EPA e DHA), taurina e selênio — substâncias que atuam na redução da inflamação e no melhor funcionamento do metabolismo.
Entre os principais impactos observados estão:
• melhora da sensibilidade à insulina
• redução de processos inflamatórios crônicos
• apoio à função das células pancreáticas
• melhor controle dos níveis de glicose no sangue
Outro ponto destacado é o consumo de ômega-3. Enquanto a ingestão média diária costuma ser de cerca de 100 mg, duas latas de sardinha por semana podem fornecer aproximadamente 1.800 mg, elevando significativamente a oferta desse nutriente no organismo.
Apesar dos resultados, especialistas alertam que a inclusão da sardinha não substitui acompanhamento médico ou outras estratégias de prevenção, como prática de atividade física e alimentação equilibrada.
O estudo reforça que intervenções simples e acessíveis podem ter impacto relevante na saúde metabólica, especialmente em estágios iniciais de risco.