Durante a semana, diversas notícias falavam do risco de uma nova pandemia, o que é descartado pelas autoridades de saúde
Foto: Divulgação
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O surgimento de notícias alarmantes nas redes sociais sobre a possibilidade de uma nova pandemia causada pelo vírus Nipah, especialmente após o período do Carnaval, tem gerado preocupação na população. No entanto, autoridades de saúde nacionais e internacionais afirmam que o risco de disseminação do vírus e de uma nova pandemia é considerado muito baixo, principalmente no Brasil.
O vírus Nipah voltou a ser citado após um surto recente na Índia, onde dois casos foram confirmados, ambos entre profissionais de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanhou de perto a situação e informou que 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram monitoradas e todas testaram negativo. O último caso foi registrado em 13 de janeiro, indicando que o episódio caminha para o encerramento do período de vigilância.
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, não há qualquer indicativo de risco para a população brasileira. A pasta reforça que mantém monitoramento permanente, em parceria com a OMS, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Fiocruz e o Instituto Evandro Chagas, para a vigilância de agentes patogênicos de alto risco. Até o momento, não existe ameaça iminente de introdução ou circulação do vírus no país.
Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus Nipah é uma infecção zoonótica, transmitida principalmente por alimentos contaminados por secreções de morcegos frutíferos, considerados os principais reservatórios naturais do vírus. Esses animais não habitam o Brasil, fator que reduz ainda mais a possibilidade de ocorrência de surtos locais. A transmissão entre humanos é rara e ocorre apenas em situações específicas de contato direto.
O infectologista Renato Kfouri, em entrevista à CNN, destacou que a chance de uma disseminação global semelhante à da Covid-19 é extremamente baixa. Segundo ele, o Nipah possui características muito diferentes dos vírus respiratórios. “O coronavírus se espalha como uma gripe. Já o Nipah tem transmissão muito mais limitada e difícil”, explicou.
Kfouri ressaltou ainda que os surtos registrados ao longo dos anos foram autolimitados, controlados com vigilância ativa, diagnóstico rápido e isolamento dos casos. Embora o especialista recomende atenção contínua a outras ameaças virais, como a gripe aviária, ele reforça que o vírus Nipah não representa risco de pandemia neste momento.
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