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VIOLÊNCIA: Juíza é morta a facadas pelo ex-marido na frente das filhas

O crime foi cometido, na véspera de Natal, no momento em que o ex-marido entregava as meninas para a magitrada na porta do condomínio onde ela morava

PAINEL POLÍTICO

25 de Dezembro de 2020 às 09:26

Foto: Divulgação

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, foi esfaqueada pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, de 55 anos, na frente das três filhas na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

 

O crime foi cometido, nessa quinta-feira, véspera de Natal, no momento em que Paulo entregava as meninas para Viviane na porta do condomínio onde ela morava. Ele foi preso em flagrante por guardas municipais

 

assassinato da juíza Viviane Arronenzi gerou comoção no meio jurídico. Entidades se pronunciaram sobre o caso nesta sexta-feira, lamentando a perda da magistrada.

 

Em nota conjunta, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) prestaram condolências e ofereceram solidariedade aos parentes e amigos de Viviane.

 

O presidente da AMAERJ, Felipe Gonçalves, manifestou a repulsa da entidade e dele pelo crime que definiu como “brutal”. A associação já está em contato com a família da vítima.

 

“A AMAERJ está à disposição da família, com quem já estamos em contato. A doutora Viviane Amaral não será esquecida. Conversei esta noite com o secretário de Polícia Civil do Estado do Rio, delegado Alan Turnowski. Também falei com o delegado Pedro Casaes, que esteve no local do crime. Posso afiançar: esse crime não ficará impune. O feminicídio tem o repúdio veemente da sociedade brasileira. O Brasil precisa avançar. O que ocorreu nesta quinta-feira na Barra da Tijuca é absolutamente inaceitável”, afirmou Gonçalves no comunicado.

 

A presidente da AMB, Renata Gil, também manifestou sua indignação e repulsa ao ato criminoso.

 

“Nossa solidariedade aos familiares e amigos da juíza estadual Viviane Arronenzi, assassinada brutalmente, supostamente pelo ex-marido. O feminicídio é o retrato de uma sociedade marcada ainda pela violência de gênero. Precisamos combater este mal!”, declarou a magistrada.

 

Em comunicado, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) “lamentou profundamente a morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, vítima de feminicídio na Barra da Tijuca nesta quinta-feira (24/12)”.

 

Em sua carreira pelo TJRJ, Arronenzi atuou em decisões importantes na 16ª Vara de Fazenda Pública, como no afastamento de Rubens Teixeira do cargo de presidente da Companhia Municipal de Limpeza Ubana (Comlurb) em janeiro de 2018, e na proibição, através de uma liminar, de o governo do Rio oferecer mais dinheiro para Concessionária Rio Barra S.A., responsável pelas obras da Linha 4 do metrô do Rio, naquele mesmo mês.

 

Paulo assassinou a ex-mulher na frente das filhas

 

Sem escolta a pedido da filha

 

Um pedido feito por uma das três filhas da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, influenciou a magistrada a dispensar a escolta que lhe era oferecida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A menina alegava para mãe que o pai não “era bandido”.

 

Viviane, que já havia sido ameaçada e agredida pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, de 52 anos, com quem fora casada de 2009 a 2020, comunicou a Comissão de Segurança TJ, menos de dois meses depois de solicitar os seguranças, que não queria mais ser acompanhada por eles, atendendo ao desejo da criança.

 

A escolta foi colocada à disposição de Viviane depois de um pedido dela. A juíza tinha como proteção dois carros, com seis homens armados e com habilidades em artes marciais, lhe acompanhando durante 24 horas por dia.

 

Nesta véspera de Natal, contudo, ao deixar as filhas no condomínio de Viviane, na Barra da Tijuca, Paulo José a esfaqueou. Ela morreu no local e ele foi preso em flagrante e levado para a Divisão de Homicídios (DH). As filhas pequenas — gêmeas de 9 anos e uma de 12 — presenciaram a cena.

Direito ao esquecimento

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