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Advogado que abrigava Queiroz já foi preso por participar de seita de bruxaria

Uma matéria de 1992 noticiou que Frederick Wassef foi preso quando era membro de uma seita que matou mais de 5 crianças no Paraná

Brasiliaovivo

18 de Junho de 2020 às 14:50

Foto: Divulgação

O advogado Frederick Wassef, dono de uma propriedade em Atibaia em que o ex-assessor Fabrício Queiroz estava abrigado no momento da sua prisão, já esteve no noticiário há 38 anos atrás, em 1992, acusado de ser participante de uma seita ocultista.
 
Seita LUS
 
 
Uma edição do Jornal do Brasil de 25 de junho de 1992 que cita o advogado faz alusão ao caso Evandro, de grande repercussão nacional e internacional. A matéria narra uma operação policial em que investigava o desaparecimento de Leandro Bossi, um garoto de 8 anos que estava desaparecido desde fevereiro daquele ano em Guaratuba, no Paraná. Dois meses depois, o desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, transformou o caso numa investigação macabra.
 
O casal do argentino José Teruggi e Valentina de Andrade, líderes da organização Lienamento Universal Superior (LUS), que possuía dezenas de seguidores incluindo o advogado Frederick Wassef.
 
O casal foi depois acusado de matar mais de cinco crianças em Altamira, no interior do Paraná. Segundo os autos, as crianças eram sacrificadas em rituais de magia negra.
 
Membro de seita
 
Não há, contudo, qualquer evidência que ligue Frederick Wassef aos assassinatos. Segundo a reportagem da época, ele seria um divulgador do grupo, e uma ordem de prisão foi expedida pelo delegado Luis Carlos de Oliveira. Porém, o mandado foi anulado pela juíza Anélia Kowalski. A reportagem também informa que já na época o advogado possuía um endereço em Atibaia, no interior de São Paulo.
 
Wassef chegou a prestar depoimento no caso de Leandro Bossi. Ele se aproximou do grupo LUS após entrar em contato com o livro ‘Deus, a grande farsa’, que fala de esoterismo e ufologia, de autoria de Valentina de Andrade.
 
Caso Evandro
 
Na manhã do dia 6 de abril de 1992, Evandro Ramos Caetano desapareceu em Guaratuba e foi encontrado cinco dias depois em um matagal próximo à sua casa por um trabalhador que passava próximo à região. O menino estava sem os olhos, sem o couro cabeludo, com os dedos dos pés cortados, sem as mãos, com o ventre aberto e sem os órgãos internos.
 
Em julho daquele ano, três homens confessaram ter matado o pequeno Evandro. Osvaldo Marcineiro, curandeiro que chegara em Guaratuba no início do ano, teria recebido ajuda do artesão Davi dos Santos Soares e de seu amigo e também feiticeiro, Vicente de Paula. A morte teria sido parte de um ritual encomendado pela primeira-dama Celina, com o objetivo de abrir os caminhos da fortuna e da política para a família Abagge. Mais detalhes e pesquisa séria sobre o caso podem ser encontrados no Projeto Humanos, de Ivan Mizanzuk.
Direito ao esquecimento

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