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REINO UNIDO: Sexo entre pessoas que moram em casas separadas agora é ilegal

Pelo novo decreto, que entrou em vigor na última segunda-feira (1º), os encontros entre duas pessoas ou mais em ambientes fechados estão proibidos

ISTO É

03 de Junho de 2020 às 17:41

Atualizada em : 03 de Junho de 2020 às 17:44

Foto: Divulgação

 

ISTO É - O sexo entre duas pessoas que não moram na mesma casa se tornou proibido no Reino Unido após o país editar nos regras sobre o isolamento social para combater do novo coronavírus. Pelo novo decreto, que entrou em vigor na última segunda-feira (1º), os encontros entre duas pessoas ou mais em ambientes fechados estão proibidos.

 

“Nenhuma pessoa pode participar de uma reunião que ocorre em um local público ou privado ao ar livre, e consiste em mais de seis pessoas, ou em ambientes fechados, e consiste em duas ou mais pessoas”, diz o decreto. A nova também torna ilegal passar a noite fora de casa “sem desculpa razoável”.
 
Os motivos permitidos para ficar longe de casa durante a noite incluem:
 
- participar de um funeral de um membro próximo da família
 
- para facilitar a mudança de casa
 
- para fins profissionais, de cuidados ou voluntários
 
- para que uma criança fique com um dos pais/pais com quem não mora, se for “necessário continuar com os acordos existentes”
 
Segundo o jornal The Independent, os casais ainda podem se encontrar ao ar livre, no entanto, a reportagem ressalta que sexo em público já é proibido por outras leis. Quem violar as regras pode ser multado, porém os fiscais não tem o poder de verificar o cumprimento do decreto dentro das casas das pessoas.
 
Em entrevista ao The Independent, Adam Wagner, advogado de direitos humanos da Doughty Street Chambers, disse que o decreto destaca como as medidas contra o coronavírus no Reino Unido “restringiu efetivamente o contato comum de pessoas em relacionamentos que não moram juntas”.
 
“Essa é uma restrição significativa aos nossos direitos à privacidade e à vida familiar, mesmo que possa ser justificada pela gravidade do risco à saúde pública”, disse.
 
“Isso pode ser uma consequência não intencional da mudança, mas afetará muitos milhares de pessoas e o governo deve considerar urgentemente se uma exceção deve ser feita para as pessoas em relacionamentos”, ressaltou Adam Wagner.
 
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