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ARREPENDIDA: Autora do vídeo que falava em caixão com pedras pede desculpas

Polícia Civil pediu ajuda para identificar mulher que acusava autoridades a enterrar pedras e pedaços de pau no lugar de supostas vítimas

EM.COM.BR

05 de Maio de 2020 às 16:51

Foto: Divulgação

 

EM.COM.BR - Depois de a Polícia Civil de Minas Gerais pedir ajuda para identificar a autora de um vídeo em que acusa autoridades de terem enterrado caixões em Belo Horizonte com pedras e pedaços de pau no lugar de supostas vítimas de COVID-19, ela própria resolveu aparecer. Através dos advogados, Valdete Pereira Zanco divulgou nota nesta terça-feira na qual reconhece ter cometido um erro e se desculpa pelo ocorrido.
 
 
As imagens tiveram grande repercussão nas redes sociais e também na imprensa. Muitos as usaram para questionar as medidas adotadas pela prefeitura da capital mineira de fechamento do comércio e manutenção do distanciamento social e até mesmo o alcance e a letalidade do novo coronavírus.
 
 
Pela manhã, o delegado Wagner Sales,chefe do 1° Departamento de Policia Civil em BH, chegou a cogitar a prisão preventiva da autora, mesmo sem ela ter sido identificada. Além disso, lembrou que ela poderia ser acusada de crime de denunciação caluniosa, além de difamação contra autoridade pública e contravenão penal de provocação de tumulto ou pânico. “As penas para esses casos, somadas, podem chegar a nove anos de prisão, além de multa”, disse ele, que aconselhou a suspeita de se apresentar em uma delegacia. Isso não foi garantido, ainda, pelo advogado Alexsander Ribeiro, que a representa.
 
 
Leia a nota da acusada
 
 
"Eu, Valdete Valias Pereira Zanco, venho à público me retratar a respeito de um VÍDEO por mim gravado na data de 28 de Abril de 2020. No dia anterior à gravação eu havia visto na rede social denominada Facebook um fato ocorrido no Município de Belo Horizonte (MG), do qual caixões haviam sido desenterrados e localizado em seu interior, pedras e pedaços de madeira. Na data da gravação, no interior da loja onde trabalho, recebi um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, onde acabei julgando ser verdade. Quero deixar claro que postei o vídeo unicamente em um grupo de WhatsApp da minha família, tanto é verdade que inicio o vídeo chamando a atenção de um certo Hernandes, sendo este meu irmão. Declaro que inicialmente não tinha conhecimento da veracidade do vídeo e desconheço a forma como o mesmo ganhou notoriedade nas redes sociais e nos demais veículos de comunicação.Portanto, sei o quanto e onde errei, por isso venho humildemente pedir perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equivoco que cometi. Gostaria ainda de frisar, para que esta retratação sirva como alerta, exemplo, e referência de que as redes sociais devem ser utilizadas com responsabilidade e não de maneira equivocada como eu fiz.
 
Me coloca à disposição através de meu advogado Dr. Alexsander Ribeio – OAB/SP 343.210."
Direito ao esquecimento

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