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MIGRANTES: Trump estima 10 mil pessoas em caravana e diz que não entrarão nos EUA

"Não entrarão", disse Trump em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, ao ser perguntado sobre a caravana de migrantes, em sua maioria de nacionalidade hondurenha, que percorre o México em direção aos EUA

Agência Brasil

24 de Outubro de 2018 às 08:48

Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que há cerca de 10 mil migrantes em caravana rumo a seu país, e admitiu que não tem "provas" de que nela haja cidadãos de países do Oriente Médio ou mesmo terroristas.

 

"Não entrarão", disse Trump em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, ao ser perguntado sobre a caravana de migrantes, em sua maioria de nacionalidade hondurenha, que percorre o México em direção aos EUA.

 

"Teremos que chamar nossos militares se necessário, mas não podemos permitir que isso ocorra. Não podemos permitir que o nosso país seja violado assim", acrescentou.

 

Trump declarou que sabe "muito bem estimar o tamanho de multidões" e calculou que na caravana há cerca de "10 mil pessoas".

 

O cálculo de Trump supera o do governo do México, que estima em 4,5 mil o número de integrantes, e o das Nações Unidas, que acredita que ela pode estar composta por 7.233 pessoas.

 

Trump alertou ontem que entre os imigrantes há "criminosos e pessoas desconhecidas do Oriente Médio", sem dar mais detalhes, depois que veículos de imprensa conservadores dos EUA especularam a possibilidade de que terroristas do grupo Estado Islâmico tenham se infiltrado.

 

Perguntado hoje sobre se tem dados que provem essas informações, Trump respondeu que não, mas que "poderia ser (verdade), perfeitamente".

 

O vice-presidente americano, Mike Pence, afirmou, no mesmo comício, que Trump está "absolutamente decidido a usar todos os meios que tem à disposição para organizar esforços com o objetivo de que o México faça essa caravana retornar".

 

Trump ameaçou "fechar" militarmente a fronteira com o México, na qual há 2.200 membros da Guarda Nacional, e cortar a ajuda econômica americana à Guatemala, a Honduras e El Salvador por não ter contido a caravana.

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