Peritos do TSE apontam suspeitas em contas da chapa Dilma-Temer

Os técnicos se debruçaram sobre a relação da campanha com as empresas VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda; Red Seg Gráfica e Editora; Focal Comunicação; e a Editora Atitude

Peritos do TSE apontam suspeitas em contas da chapa Dilma-Temer

Foto: Divulgação

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Uma perícia encomendada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concluiu que ao menos três empresas contratadas pela campanha da presidente afastada, Dilma Rousseff, e do presidente interino, Michel Temer, em 2014 não conseguiram comprovar que prestaram o serviço prometido.

O material foi anexado aos processo em tramitação no tribunal que pedem a cassação da chapa presidencial formada por PT e PMDB.

Os técnicos se debruçaram sobre a relação comercial da campanha com as companhias VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda; Red Seg Gráfica e Editora; Focal Comunicação; e a Editora Atitude.

O levantamento identificou os indícios de irregularidades na atuação das três primeiras. Segundo o laudo, VTPB, Mídia Exterior e Red Seg não apresentaram a documentação suficiente para atestar que cumpriram os serviços pelos quais foram remuneradas.

Em relação à Editora Atitude, os peritos afirmaram que ela não prestou serviços à chapa petista em 2014. Alvo da Operação Lava Jato, ela era suspeita de ter sido usada para lavar dinheiro do PT.

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A Red Seg recebeu R$ 6,15 milhões da campanha. A gráfica não tem nenhum funcionário registrado, e documentos apontam como presidente o motorista Vivaldo Dias da Silva, que recebia R$ 1.490 por mês em 2013.

Já a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda recebeu R$ 22,9 milhões, supostamente, para prestar serviços de publicidade e fornecer materiais impressos. Há indícios de que a gráfica seria uma empresa de fachada e sem estrutura para oferecer os serviços contratados.

A Focal, a segunda empresa melhor remunerada pela campanha, recebeu R$ 24 milhões e também teria um motorista como controlador.

Corregedora e relatora do caso no TSE, a ministra Maria Thereza de Assis Moura estabeleceu prazo de 15 dias para as partes se pronunciarem sobre o laudo. As ações foram movidas pelo PSDB.

No mesmo despacho, ela determinou que sejam colhidos depoimentos de delatores e outros personagens já investigados pela Lava Jato.

Na lista estão: o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, o dono da UTC Ricardo Pessoa, o empresário Augusto Mendonça, os ex-executivos da Andrade Gutierrez Flavio Barra e David Barra, além do ex-vice-presidente da Camargo Correa Eduardo Leite e do ex-presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Marcelo Neri.

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