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O cúmulo da insensibilidade - Por Valdemir Caldas

Confira a coluna de Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

09 de Julho de 2020 às 15:36

Foto: Divulgação

A insensibilidade parece não ter limites no comportamento de certos dirigentes públicos, principalmente no Estado de Rondônia. Como justificar a criação de novas fontes de despesas, como a concessão de reajuste salarial a comissionados, o aumento de contribuição e a criação de novas sinecuras, para acomodarem cabos eleitorais e apaniguados políticos, em plena pandemia do coronavírus, quando milhares de pessoas perderam suas vidas, empresas fecharam suas portas, trabalhadores foram demitidos e outros tantos estão na iminência de engrossarem a extensa lista de desempregados, servidores públicos impedidos de receberem benefícios que lhes foram assegurados em lei, como a conversação de licença-prêmio em pecúnia, o pagamento de quinquênio, a suspensão de progressões funcionais, até dezembro de 2021, dentre outras conquistas. Isso é, no mínimo, inconcebível, para não dizer coisa pior.

Não foi isso o que vossa excelência prometeu durante a campanha eleitoral, lembra? Já se esqueceu? Não diga! Valorizar o servidor público, reduzir o tamanho da máquina oficial, combater a corrupção e o desperdício, incentivar a geração de emprego e renda, foram algumas de suas promessas. E, agora, o que se vê é exatamente o oposto, principalmente no que se refere ao funcionalismo.

É essa a diferença que há entre o politico e o arrivista. Enquanto ao politico é dada a capacidade para antecipar os desdobramentos dos fatos, o arrivista contenta-se apenas em ver satisfeitas necessidades e aspirações passageiras. Por isso é que se contam nos dedos os homens públicos que se mantêm influentes por décadas, ao passo que outros desfrutam da oportunidade de influenciar decisões e contribuir para a melhoria da vida de seu povo por muito pouco tempo.

Infeliz daqueles que entrarem nessa canoa furada, pois colherão, nas urnas, o fruto amargo de sua semeadura maldita. A população, certamente, não permitirá que essa conduta nociva passe em brancas nuvens sem a devida correção. E ela será dada na hora de apertar o teclado da urna eletrônica. Quem quiser pagar para ver, cairá do cavalo.

 

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