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ALE-RO: um caso perdido - Por Valdemir Caldas

COLUNA

25 de Março de 2020 às 15:12

É inegável o amadurecimento de algumas instituições rondonienses ao longo do tempo. Exemplo disso cito o Tribunal de Justiça, o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas, as policias Civil e Militar, dentre outras. E a Assembleia Legislativa de Rondônia, perguntar-me-ia o leitor ou a leitora? A meu ver, a ALE-RO, com as exceções de praxe, é um caso perdido, pois quando se imagina que ela vai entrar nos trilhos e voltar a merecer o respeito dos cidadãos, vem à decepção.

 

Ainda está na memória, se não de todos, mas, com certeza, na da maioria da população, o episódio envolvendo um deputado que se teria recorrido à verba indenizatória para retocar a fisionomia, recolocando a ALE-RO numa situação desconfortável perante a sociedade, já um tanto quanto incrédula na disposição de boa parte dos que tem assento naquela casa em levar a sério a função que ocupa – diga-se de passagem -, uma nobre função, especialmente por se tratar de uma conquista obtida pelo voto.

 

Infelizmente, a maioria dos nobres deputados ainda não se deu conta de que comportamento dessa natureza nada agrega de valor à democracia. Será que é tão difícil assim aprender com os próprios erros. Um simples olhar para trás já seria suficiente para revelar a maneira com administradores da coisa pública e políticos são capazes de agir em função de seus interesses e devaneios e dos privilégios de grupos aos quais estão vinculados.


Caso contrário, a coisa pública estaria sendo mais bem tratada, valorizada naquilo que lhe caracteriza como um dado peculiar dos regimes em que o bem-estar social e os interesses coletivos vêm em primeiro lugar.

Direito ao esquecimento

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