A força do encontro - Por Giusi Fulco

Uma das frase que me inspiram afirma que “O universo te coloca onde você pode crescer!”. E foi isso que aconteceu comigo, em 9 de fevereiro de 1995  cheguei da Sicília-Itália e estou no Brasil, em Rondônia, atuando Associação Casa Família Rosetta.
 
Elegi o dia 9 de fevereiro é o meu Dia da Gratidão! Costumo agradecer nesse dia as pessoas que fazem parte da minha vida.
 
Nesses 27 anos foram tantas histórias, tantos momentos, pessoas especiais que cruzaram meu caminho, a elas minha profunda gratidão por tantas coisas aprendidas, pelo carinho recebido e por compartilhar nossos propósitos.
 
Creio a força do ENCONTRO que transforma, realiza e faz evoluir como pessoas e como profissionais. Nesses anos foram muitos encontros transformadores, que me acolheram, me curaram, me ensinaram e me fizeram enxergar a vida de outra perspectiva...expandindo minha capacidade de amar.
 
Quando cheguei atuei como gestora da organização e captadora de recursos, uma das primeiras ações foi me capacitar para entender melhor este universo , porque vinha de outra cultura do terceiro setor focada apenas na realização de convênios com o poder publico. No Brasil a realidade era diferente e em Rondônia mais ainda, portanto a captação me permitiu ampliar as perspectivas e compreender que mobilizar recursos para uma organização vai muito além de captar, mas está ligada ao envolver as pessoas e a sociedade na tua causa , perpassa por um processo de desenvolvimento institucional.
 
Através da captação de recursos  compreendi  que a organização é feita de pessoas, atua com pessoas e para pessoas, por isso não podemos pensar em desenvolver uma organização se não desenvolvemos as pessoas.
 
Gosto da imagem da mandala, porque reflete um olhar sistêmico, de encontro entre pessoas e situações diferentes , onde um dos elementos mais importantes é o autoconhecimento . Nesses anos pude experimentar isso em primeira pessoa, quando percebo que a medida que  avançava no autoconhecimento e no autocuidado, conseguia olhar os outros como portadores de valores, saberes , habilidades e fragilidades. Isso possibilitou e ainda possibilita grandes Encontros, na reciprocidade que geraram bons resultados e transformaram muitas vidas.
 
Enquanto Gestoras de uma organização somos desafiadas o tempo todo, passamos por vários estágios e compreendemos que não somos super heroínas , temos também nossas vulnerabilidades e forças . Quando conseguimos aceitar isso, ficamos mais disponíveis para acolher o outro e nos deixar surpreender pelas maravilhas que a vida nos traz o tempo todo.
 
Ao longo desses anos percebi que o desapego a generosidade mental em compartilhar meus conhecimentos, experiências e vivencias , me permitem estar alinhada mais ainda no meu proposito pessoal e profissional que é promover o desenvolvimento das pessoas e das organizações . Me sinto realizada e plena quando vejo as pessoas se transformando e tirando fora potencialidades e habilidades que transformam o mundo.
 
Como Gestoras sinto que somos como diretores de orquestra que devem saber conduzir e harmonizar as diferenças entre as pessoas , integrar e conectar saberes, experiências, valores e, isso, é uma maravilha !
 
Aprendi que o nosso propósito como organização do Terceiro Setor é humanizar , só humanizamos a partir dos Encontros com as Pessoas, num olhar reciproco e sistêmico, onde nada se perde , mas tudo é ressignificado e renovado . Gratidão!
 
Giusi Fulco*
 
* Formada em Serviço Social e Gestão de Organizações do Terceiro Setor, especializada em Gestão de Pessoa e Psicologia Organizacional, Elaboração e Gestão de Projetos e Captação de Recursos . Formação em Líder Coach, PNL, Consultor do Terceiro Setor . Cursando Constelação Familiar . Membro do ABCR e do Conselho Deliberativo da FEBRACT . Atuo há 30 anos no Terceiro Setor. Palestrante, Docente em cursos livres e pós graduação .
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