Expedito Neto e Confúcio Moura devem ocupar cargos de escalão superior; Fátima Cleide e Luciana Oliveira devem indicar cargos expressivos.
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O Brasil é o primeiro país do mundo em recursos naturais, posição dada pela própria natureza, mas é apenas o 32º país em aproveitamento turístico. O lugar privilegiado que o Brasil ostenta quanto à posse de recursos naturais vem de um conjunto de fatores históricos globais: Napoleão ameaçou ocupar Portugal, que se safou transferindo a família real ao Brasil, onde o reino luso tratou de manter os territórios assegurados pelo Tratado de Tordesilhas.
Se for preciso também um lance complexo da história mundial para fazer o turismo brasileiro deslanchar provavelmente ele não virá, como em 1808, do desdobramento de uma guerra sangrenta, mas da afirmação de uma situação global de paz. Se tiverem o sucesso que se espera, as negociações entre Rússia e Ucrânia mediadas pelos EUA darão fim a um conflito sem sentido.
Outros conflitos em andamento ainda limitam as movimentações humanas positivas, mas o esforço pela paz é parte das ações que ajudam a melhorar a circulação entre os povos. Mas se há uma guerra a ser deflagrada é contra os fatores internos que travam o desenvolvimento do turismo brasileiro, especialmente em sua região mais atrativa: a Amazônia. O Brasil ocupava em 2024 a 26ª posição entre os países que mais ganham com o turismo. A queda para o 32º lugar revela claramente que o país não fez a lição de casa, que seria se maquiar bem para a festa – ou seja, melhorar sua infraestrutura de atendimento aos visitantes.
Num encontro inicial, o atual governador Marcos Rocha (União Brasil) e o eleito Marcos Rogério PL) se mostraram bem amiguinhos com relação aos trabalhos de transição capitaneados pelo deputado federal Lucio Mosquini (PL). Mas foram oito anos de rusgas com Rogerio fazendo acintosa oposição ao governo estadual que aí está. A projeção que se faz é que esta trégua se desfaça logo depois da conclusão das investigações da comissão de transição, já que presumivelmente serão encontrados nos levantamentos alguns rombos e esqueletos. Mas uma coisa Rogério não pode reclamar já que a folha de pagamentos do funcionalismo está em dia.
Não faltam evidencias a respeito da incompetência da atual bancada federal rondoniense na luta pelas causas importantes, como contra o pedágio instalado na BR 364, com os valores mais abusivos no País; na questão da extinção de voos e das elevadas tarifas das passagens aéreas para os rondonienses, entre outras bandeiras. Chama atenção também a reforma do porto do Cai N’Agua com as atividades paralisadas a mais de dois anos. Quiçá a nova bancada federal seja mais atuante e tenha sucesso na solução para tantas pendencias importantes que foram chutadas para o próximo ano.
Pela primeira vez na vida política rondoniense tivemos quatro candidatos ao governo de Rondônia nascidos em Rondônia. São os chamados “minhocas”, designação atribuída aos candidatos da terra. Desde o atual senador, o governador eleito Marcos Rogério (PL), nascido em Ji-Paraná, passando por Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, ao ex-deputado federal Expedito Neto (PT), nascido em Porto Velho, mas com base política em Rolim de Moura, e Samuel Costa (PSB), igualmente natural de Porto Velho. Depois de quase meio século de estado, os políticos nativos tomaram conta do pedaço.
O final de semana marcou meus 46 anos de Porto Velho. Vim para ficar um mês, para a estruturação do jornalismo e instalação do jornal Estadão, cujas atividades foram encerradas na década passada, e estou até hoje em Rondônia (33 anos de Diário), grudado como um carrapato. Não vou esquecer de 31 de outubro de 1981, desembarcando num voo da Varig, procedente de Foz do Iguaçu. Um voo que tinha começado em Porto Alegre e que chegou na terra das cataratas com princípio de incêndio. Por isto a maioria dos passageiros rejeitou seguir no mesmo voo depois dos reparos, o que não foi meu caso. Não esqueço as origens, de Curitiba, onde nasci e de Cascavel, a minha procedência, mas é aqui, a minha terra prometida.
O presidenciável derrotado, senador Flávio Bolsonaro, afirma que vai disputar uma nova eleição à presidência da República antes de 2030. Nos bastidores certamente está trabalhando junto aos senadores do PL e deputados federais eleitos pela direita para a cassação completa da chapa Luís Inácio Lula da Silva e seu vice Geraldo Alckmin. Ao mesmo tempo os bolsonaros atacam o atual governador de São Paulo Tarciso de Freitas que assume uma candidatura à sucessão de Lula em 2030. A grande verdade que o bolsonarismo vai perdendo corpo e a direita já se alinhando a Tarcísio de Freitas para as próximas pelejas presidenciais.
Depois da incrível e surpreendente vitória do presidente Lula no pleito presidencial o PT e os partidos alinhados se voltam a nomeação dos futuros cargos federais em Rondônia. É certo que o candidato a governador Expedito Neto, a recente candidata ao Senado Luciana Oliveira, a ex-senadora Fátima Cleide, eleita deputada estadual deverão contar com um quinhão de nomeações mais expressivo. Igualmente o atual Senador Confúcio Moura (MDB) único parlamentar federal rondoniense que dava sustentação ao governo Lula no estado, terá sua participação. Expedito Neto e Confúcio terão cargos federais de escalões superiores.
*** A boa notícia é que Rondônia que foi campeã de desmatamento na década passada no Brasil, transferiu o “honroso” título para os vizinhos Pará, Amazonas e Mato Grosso. Com isto também tivemos uma grande redução nas queimadas *** Com as asas avariadas pelas derrotas nas eleições 2026 os vereadores Breno Mendes, Everaldo Fogaça, Elis Regina, Marcio Pacele, Ze Paroca vão buscar a reeleição em 2028 a vereança *** Por falar na Câmara de Vereadores de Porto Velho, o legislativo mirim contratou tanta gente durante a campanha eleitoral e agora foi obrigado a demitir centenas deles *** Com isto a atual mesa diretora foi alvo de reclamações por atrasos salariais. É a politicagem cobrando seu preço.
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