Fraternidade para todos - Por Domingues Júnior

Por Domingues Júnior

Fraternidade para todos - Por Domingues Júnior

Foto: Divulgação

A Igreja lançou sua campanha e também entendeu que Fraternidade é uma palavra de todos. Não pertence ao credo, nem à denominação. Um avanço extraordinário no processo de estender as mãos aos demais fieis de todas as crenças, mesmo que mão estendida literalmente seja, por ora, pandemicamente restrita. Mas fica a dica para o sinal simbólico e batizado em pia de boa vontade e bom senso.
 
O Amor não é propriedade das religiões, dos poetas, dos músicos, ou cupidos arqueiros e arteiros. Ainda mais agora, que falar nisso implica em mexer nos vespeiros da intolerância e inquisição jorrando em quase todas as plataformas. Digitais ou não, os humanos estão se tornando o que de mais distante se esperava da natureza de sua criação, ou surgimento; como queiram. Não atirem pedras ainda…
 
Ouvir clérigos e leigos chamando-nos para um nível acima; um diálogo que tenha como ponto de partida o amor ao próximo no sentido prático da terminologia, soa como um sino recém restaurado, anunciando um novo dia no vilarejo. Uma nova jornada de trabalho, um café servido, a venda aberta, a calçada com gente, a escola com barulho, a rua trepidando seu movimento.
 
A expectativa é que o Amor anunciado, convidando a todos os que creem e também os que agora já preferem não crer, mas acreditar sim, saia da parede colada em cartazes e vire vida; respire, deixe de ser barro e se transforme em gente. Adão e Eva mais apegados ao pedaço original. O que nasceu para que a Terra não fosse guerra.
 
Tudo bem que desde lá atrás somos assim errantes. Humanos cheios de mentira, lascívia, de ódio, inveja, intolerância e outros tantos pecados capitais. Mas também já provamos, em tempos de conflitos armados, revoluções, tsnunamis, pandemias e outras tragédias, o quanto somos capazes de salvar a espécie. Brota uma bomba em forma de flor de solidariedade que às vezes não dá para saber como nasceu, ou com quem. Mas aparece e muda tudo! Bocas passam a ser alimentadas, braços ganham vacinas, abandonados recebem um teto, perdidos enxergam a luz.
 
Esses ainda somos nós. Os terrestres. Recebendo agora um chamado viral para de novo por o pé no chão; fincar raízes sem perder a necessidade de ir. Sair em direção ao outro. Ser com outros seres. Saber outros saberes.
 
Amar!
 
Benedicto Domingues Júnior
Jornalista, escritor, apresentador,
Superintendente de Comunicação Prefeitura de Porto Velho
Direito ao esquecimento

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