O eleito na votação indireta cumprirá um mandato-tampão, ou seja, um período provisório de gestão
Foto: Divulgação/Secom AMA
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A renúncia do governador do Amazonas, Wilson Lima, e de seu vice, Tadeu de Souza, no último sábado (4), colocou o estado em um cenário político excepcional. Como a vacância ocorreu nos dois últimos anos de mandato, a Constituição determina a realização de eleição indireta para escolha do novo chefe do Executivo estadual.
Até que o processo seja concluído, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, assumiu interinamente o governo. Caso haja impedimento, a função passa ao presidente do Tribunal de Justiça, seguindo a linha sucessória.
O eleito na votação indireta cumprirá um mandato-tampão, ou seja, um período provisório de gestão até a realização das eleições regulares em outubro, quando a população volta às urnas para escolher o novo governador por voto direto.
A eleição indireta deve ocorrer em até 30 dias após a vacância. Diferentemente do modelo tradicional, nesse formato apenas os deputados estaduais participam da votação, realizada em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas.
Apesar do voto restrito ao Legislativo, qualquer cidadão que atenda aos critérios legais — como idade mínima e filiação partidária — pode ser indicado por partidos para disputar o cargo.
O edital com as regras específicas do processo será publicado nos próximos dias pela Aleam, definindo prazos, procedimentos e data da votação.
O episódio expõe um ponto sensível do sistema político: em situações de crise institucional, a decisão sobre o comando do estado deixa de passar diretamente pelo eleitor — o que garante rapidez na transição, mas reduz a participação popular no curto prazo.
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