BOLETIM CORONAVÍRUS - CLIQUE AQUI E FIQUE ATUALIZADO

ELEIÇÕES 2020: Em Porto Velho, Hildon ‘tá on’ e Leo ‘tá off’’ – Por Paulo Andreoli

Desde já, pode-se afirmar que o ex-promotor Chaves venceu novamente a peleja com Léo, que está se tornando ‘freguês’ do PSDB.

Por Paulo Andreoli

17 de Setembro de 2020 às 10:43

Atualizada em : 17 de Setembro de 2020 às 17:18

Foto: Divulgação

 
Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”, assim cunhou o politico Magalhães Pinto há alguns anos e a afirmação continua verdadeira.
 
No último dia de convenções partidárias, o cenário mudou completamente na capital de Rondônia. Entre os atores, era ‘favas contadas’ que Terazzi e Jurado estavam jogando o jogo do grupo politico que comanda a capital atualmente. Não foi surpresa para este escriba, as referidas desistências. 
 
Assim, como não foi surpresa a desistência do deputado federal Leo Moraes. Nem a candidatura a reeleição de Hildon. Até ganhei uma aposta aqui no jornal, de cinquenta reais sobre este cenário final. Vou tomar esta dinheirama toda de cerveja.
 
Mas uma situação chamou a atenção e eu, mesmo fazendo o prognóstico, me recusava a acreditar que Leo correria do páreo. 
 
Por qual motivo uma pessoa capaz de mudar a capital abdicaria do processo eleitoral? Por qual motivo uma pessoa com grande densidade eleitoral na capital, fugiria do pleito? Por qual motivo, deixaria para última hora seu anúncio de desistência?
 
São muitas perguntas sem resposta. Para amigos, o deputado do PODEMOS disse que Porto Velho está quebrada, sem condições até de pagar os servidores públicos no primeiro semestre de 2021-1. 
 
Se verdadeira esta afirmação, tira-se duas premissas. Uma que Leo Moraes não tem grupo competente para gerir a capital e que só seria prefeito se tivesse tudo certo, as "mil maravilhas”. 
 
A outra, que o grupo de Hildon Chaves, que sabe a real condição financeira de Porto Velho tem mais competência e pretendem atravessar esta suposta crise que se avizinha fazendo mais.
 
O fato de deixar para último minuto seu anúncio de desistência, foi de cabeça pensada para embolar o cenário? Já estava combinado com ‘outrem’ que assim faria, deixando até os candidatos a vereador de seu partido em situação crítica, sem um cabeça de chapa? Quem ganhou com sua saída no último segundo?
 
Em passado recente, enquanto deputado estadual, Leo também foi protagonista de uma presepada deste naipe também. Na época, convidou um renomado cientista para uma audiência pública na Assembleia Legislativa sobre possíveis falhas estruturais na construção da Usina de Jirau. Chega o dia e nada do deputado aparecer. O parlamentar disse que perdeu o voo em Brasília por ter enchido a cara de vinho, e bêbado, se confundiu com fuso horário e não embarcou. 
 
Na rádio corredor da ALE/RO os comentários foram maldosos sobre o não comparecimento na audiência que ia discutir a barragem de Jirau. Foram muitas versões. Digo até que foram mais de um milhão de hipóteses. Mas nunca mais se ouviu falar do assunto.
 
Um adendo. Esta história de bebedeira em Brasília não é exclusiva do nobre parlamentar. Já teve um prefeito rondoniense que andou pelado nos corredores de hotel em Brasília e até hoje, está incógnito.
 
Para finalizar, esperamos que a decisão de Leo tenha sido a mais acertada para sua carreira política. Mas desde já, pode-se afirmar que o ex-promotor Chaves venceu novamente a peleja com Léo, que está se tornando ‘freguês’ do PSDB.
 
E em Porto Velho ficou assim, usando uma expressão que os lambe-sacos já estão propagando, “Hildon tá on” e “Leo tá off”.
Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS