Governo pressiona Comando da PM para tentar impor propostas de apenas 15%

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Foto: Divulgação

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Por determinação expressa do governador Ivo Cassol, o alto Comando do Policia Militar de Rondônia reuniu na Capital todos os oficiais da corporação e ordenou a realização de formatura (reunião da tropa) em todos os quartéis da PM do Estado, nesta terça-feira (29/07), para que os comandantes defendam a aceitação da proposta de 15% apresentada e já rejeitada pela coordenação do movimento que reivindica melhorias salariais e de condições de trabalho para a PM e os bombeiros.

 

Para tentar a convencer a tropa, além da defesa da proposta governamental, sobre a qual a Comandante Geral teria se referido de que “é melhor um passarinho na mão do que dois voando”, o governo estaria disposto a utilizar a estratégia - já conhecida -  de ameaçar com punições e intervenção.

Segundo informações repassadas por lideranças que realizaram a paralisação dos quartéis da PM e unidades dos bombeiros, e das entidades que apóiam o movimeno, evolvendo entidades representativas dos militares e dos servidores públicos, o fato de o  governo apelar para a pressão aberta, em pleno processo de negociação, é um fator muito negativo e poderá levar a uma nova radicalização movimento nos próximos dias.

Em nota conjunta, assinada por entidades representativas dos militares e dos servidores públicos, divulgada na última sexta feira, os líderes do movimento consideram que a proposta do governo precisa ser melhorada para contemplar os seguintes pontos: realinhamento salarial de 30%; redução do limite da margem consignadora , que atualmente é de 70% e está sufocando a familiar militar; redução da jornada desumana atualmente imposta aos bombeiros, de mais de 240 horas mensais.

Outras reivindicações, igualmente importantes, são: o reajuste geral para todos servidores, civis e militares, de 10%; construção, reforma e ampliação dos quartéis da PM e unidades dos bombeiros; compra de mais equipamentos, como coletes à prova de bala e viaturas, visando melhorar as condições de trabalho e de atendimento à população.

INSATISFAÇÃO DOS OFICIAIS

A corporação militar como um todo está insatisfeita com o tratamento que o governador Ivo Cassol tem dispensado aos policiais e bombeiros. Além dos soldados, cabos e sargentos, que ficaram indignados com as declarações recentes de que seriam “maricas” e as esposas “cornas”; o oficialato também está descontente, principalmente com as freqüentes quebras da hierarquia militar impostas pelo governo, a exemplo da nomeação de um major para comandar a Segurança Pública e, mais recentemente, a promoção de um tenente coronel para coronel.

Segundo informações, o processo seletivo teria sido modificado apenas para beneficiar uma indicação de Ivo Cassol, pois, anteriormente, o alto comando da PM pré-selecionava dois nomes, através de critérios como antiguidade e merecimento, e o  governador escolhia um dos dois indicados. Entretanto, no último processo de promoção, a lista pré-selecionada foi ampliada para 22 nomes, sendo que,  “coincidentemente”, o escolhido pelo governador foi o vigésimo segundo colocado, preterindo diversos tenentes coronéis que há  anos aguardavam uma oportunidade.

 

Da redação do TUDORONDONIA

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